Radar, infraestrutura de pagamentos, liquida 20 milhões de pagamentos por US$ 2,5 bilhões na América Latina e diz que nenhuma empresa pode depender de um só sistema
Para o fundador e CEO, Herbert Schulz, a instabilidade recente do Pix mostra por que quem faz pagamentos em vários países precisa de uma rota alternativa pronta

Herbert Schulz, CEO e fundador da Radar. Foto: Divulgação/Radar
A Radar, empresa de infraestrutura de pagamentos que atua na América Latina, informou que já liquidou 20 milhões de pagamentos, num total de US$ 2,5 bilhões, na região. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (16), num estudo da empresa sobre a fragmentação dos sistemas de pagamento latino-americanos, publicado pelo DPL News.
Segundo a Radar, a expansão dos pagamentos conta a conta (A2A), das transferências instantâneas e das carteiras digitais criou um ecossistema em que vários sistemas convivem dentro de cada país e entre os países. Em 2025, os pagamentos A2A responderam por 23% do valor do comércio eletrônico e por 14% do valor transacionado nos pontos de venda da América Latina, de acordo com o Global Payments Report 2026 da Worldpay. O Pix, no Brasil, e as Transferencias 3.0, na Argentina, ganham espaço, enquanto outros mercados combinam transferências, carteiras e meios tradicionais.
A empresa cita o estudo Beyond Borders 2026, do EBANX: 75% das pequenas e médias empresas latino-americanas usam canais digitais para pagar fornecedores, e 72% fazem compras internacionais. Na Colômbia, Nequi, Efecty e PSE concentram 53% das vendas B2B dos lojistas atendidos pelo EBANX; no México, OXXO, Mercado Pago e SPEI respondem por cerca de metade da receita B2B.
“Ninguém está livre de falhas, algo que vimos recentemente com a instabilidade do Pix no Brasil, que interrompeu transferências de bancos durante uma hora”, afirmou Herbert Schulz, CEO e fundador da Radar. Para ele, a capacidade de operar em vários sistemas funciona como uma camada de redundância: se um deles para, o pagamento é enviado por outro, algo crítico para processadores de pagamento, empresas de remessa e marketplaces.
“Nenhuma empresa que opera pagamentos em vários países da América Latina pode se dar ao luxo de depender de um só sistema sem assumir um risco sobre a continuidade da operação”
Herbert Schulz, CEO e fundador da Radar, em comunicado
A Radar diz que o maior desafio de quem faz pagamentos a terceiros (payouts) em vários países é coordenar infraestruturas locais com regras, formatos e condições diferentes sem perder a visibilidade de cada transação. A PCMI, consultoria de inteligência de mercado de pagamentos, prevê demanda crescente por câmbio, liquidez e opções locais de pagamento à medida que os fluxos entre países se expandem na região.
Por que importa. Cada país da América Latina tem o próprio Pix, e quem paga em vários deles precisa de alguém que fale com todos. A fintech que conecta esses sistemas e troca de rota quando um cai cobra por pagamento e vira peça que processadoras, remessas e marketplaces não desligam.
Fonte: DPL News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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