Ramp, de cartão corporativo, capta US$ 1,85 bilhão e passa a valer US$ 60 bilhões
Fintech americana de gestão de gastos ganhou US$ 16 bilhões de avaliação em quatro meses; rodada foi liderada por Dragoneer e Thrive Capital, segundo a Bloomberg

Divulgação/Ramp
A Ramp, fintech americana de cartões corporativos e gestão de despesas, captou cerca de US$ 1,85 bilhão em uma rodada que avalia a empresa em cerca de US$ 60 bilhões, segundo reportagem da Bloomberg publicada na sexta-feira (9), com base em pessoas a par do assunto. A avaliação é anterior ao dinheiro novo (pré-money).
A rodada foi liderada pela Dragoneer Investment Group, de Marc Stad, e pela Thrive Capital, de Josh Kushner, e o Founders Fund, cofundado por Peter Thiel, também fez um aporte grande, segundo as mesmas fontes. O negócio confirma conversas que a Bloomberg havia antecipado em setembro. A Ramp não comentou.
Em junho, a empresa tinha captado US$ 750 milhões na Série F, a uma avaliação de US$ 44 bilhões. Em quatro meses, o valor subiu US$ 16 bilhões. Naquele mês, a Ramp disse atender 70 mil empresas, ante 50 mil no início do ano, e a receita anualizada já passava de US$ 1,5 bilhão, segundo a Bloomberg. Ao anunciar a Série F, a companhia informou que o volume total de pagamentos cresceu cerca de 170% em março sobre um ano antes.
Fundada em 2019 em Nova York por Eric Glyman e Karim Atiyeh, que dividem o comando como co-CEOs desde junho, a Ramp vende cartões corporativos e ferramentas de despesas, pagamentos e detecção de fraude. É de longe a startup mais valiosa do setor de gastos empresariais. A maior rival, a Brex, dos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, foi vendida neste ano à Capital One por US$ 5,15 bilhões.
“As finanças estão passando pela maior mudança estrutural desde a planilha”
Eric Glyman, cofundador da Ramp, em junho
A empresa também aposta em inteligência artificial: em agosto lançou uma ferramenta que envia tarefas para modelos mais baratos quando possível e avalia treinar modelos próprios.
“Toda empresa precisa de infraestrutura para navegar numa economia de IA, de um CFO em Londres a um escritório de contabilidade em Wichita. Embora estejamos crescendo rápido, ainda atendemos só uma fração do mercado”, disse Eric Glyman, cofundador da Ramp, no anúncio da Série F, em junho.
Por que importa. Por que importa: cartão corporativo é um negócio que se paga sozinho, porque a fintech ganha a tarifa de intercâmbio em cada compra da empresa cliente e ainda cobra assinatura pelo software de despesas. No Brasil, milhões de pequenas e médias empresas ainda controlam gasto em planilha, e quem emitir cartão com gestão de despesas sobre infraestrutura BaaS pronta pode capturar essa receita com pouco capital.
Fonte: The Next Web / Bloomberg. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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