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RecargaPay traz Xavier Ibañez, após 18 anos no J.P. Morgan, como CFO para deixar a fintech de 15 milhões de clientes pronta para IPO

Fintech mira receita de R$ 2 bilhões em 2026, já transaciona R$ 40 bilhões por ano e admite que vai precisar de mais capital para crescer no crédito

Por Redação Mundo das Fintechs · 15/10/2026 · 3 min de leitura
RecargaPay traz Xavier Ibañez, após 18 anos no J.P. Morgan, como CFO para deixar a fintech de 15 milhões de clientes pronta para IPO

Xavier Ibañez, CFO da RecargaPay. Foto: Divulgação/RecargaPay

A RecargaPay anunciou nesta quinta-feira (15) Xavier Ibañez como novo diretor financeiro (CFO). Depois de 18 anos no J.P. Morgan, em Nova York, onde cobria fintechs e empresas de tecnologia financeira da América Latina, o executivo chega com a missão de aproximar a companhia de investidores internacionais e deixá-la pronta para uma abertura de capital (IPO), ainda sem data definida, segundo entrevista à coluna Capital, do O Globo.

A RecargaPay foi fundada por Rodrigo Teijeiro, hoje CEO, ao lado de Alvaro Teijeiro e Gustavo Victorica. Ibañez já conhecia a empresa, da qual foi assessor, e seguirá baseado em Miami. Ele substitui Diego Escobar, que comandou as finanças da RecargaPay por 11 anos, até abril, e liderou rodadas de investimento como a Série C de US$ 80 milhões. Segundo o novo CFO, a fintech já opera com padrões de governança, auditoria e gestão de riscos de companhia aberta, o que a deixa perto do patamar de “IPO ready”.

A RecargaPay tem 15 milhões de clientes e mira receita de R$ 2 bilhões em 2026. Em setembro, atingiu volume transacionado anualizado de R$ 40 bilhões e originou 1,6 milhão de contratos de crédito no mês. Hoje, 70% da receita vem de pagamentos e 30% de cartões e empréstimos. “A maior oportunidade está no crédito”, disse Ibañez.

Entre os motores de crescimento está o Tap to Pay, que permite receber pagamentos por aproximação no próprio celular, sem maquininha. Lançado no início do ano, o produto cresce oito vezes acima da média do mercado, segundo o executivo. A receita por funcionário cresceu 23 vezes desde 2019 e está perto de US$ 1 milhão por empregado, com apoio da inteligência artificial.

“Um IPO é um marco natural para uma empresa como a nossa, de alto crescimento. O principal ponto de decisão é o timing.”

Xavier Ibañez, CFO da RecargaPay

O CFO admite que a fintech pode precisar de novas captações para sustentar a expansão e manter os colchões de capital e liquidez. Há conversas com investidores, mas nenhuma operação prevista. Além de ações, a empresa avalia novos instrumentos de dívida: já emite CDBs, tem linhas bancárias e um FIDC que captou R$ 70 milhões em 2023. A expansão para outros países da América Latina não será retomada por enquanto. “O nosso foco continua sendo 100% no Brasil”, afirmou.

Por que importa. A RecargaPay começou vendendo recarga de celular e hoje fatura com o que vem depois do pagamento: 30% da receita já sai de cartões e empréstimos, e o próprio CFO diz que a maior oportunidade está no crédito. Para quem quer ter uma fintech, o caminho é este: um produto de uso frequente atrai a base, os dados de pagamento mostram quem pode tomar crédito, e o juro paga a conta. Com FIDC, CDB e linhas bancárias, dá para financiar essa carteira sem depender só de rodada de equity, e o IPO vira consequência.

Fonte: O Globo. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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