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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

RecargaPay põe IA no motor de crédito e no antifraude e promete repassar a eficiência em tarifa menor, diz CFO

Xavier Ibañez diz ao Estadão que a IA pode ajudar a reduzir o endividamento dos brasileiros, que a fintech está pronta para o split payment e que a eleição não muda o plano, porque o negócio depende pouco de crédito

Por Redação Mundo das Fintechs · 21/10/2026 · 3 min de leitura
RecargaPay põe IA no motor de crédito e no antifraude e promete repassar a eficiência em tarifa menor, diz CFO

Rodrigo Teijeiro, fundador e CEO da RecargaPay. Foto: Divulgação/RecargaPay

A RecargaPay usa inteligência artificial nos motores de crédito e no antifraude de pagamentos e quer repassar a eficiência ao cliente em tarifas e preços menores, segundo o diretor financeiro da fintech, Xavier Ibañez, em entrevista ao Estadão publicada nesta terça-feira (20). Para ele, a tecnologia pode ajudar a reduzir o endividamento dos brasileiros.

Segundo o CFO, o antifraude usa modelos de machine learning para decidir cada transação, e a IA tem sido mais efetiva na hora de precificar tanto pagamentos quanto empréstimos. A tecnologia foi implantada em todas as áreas, com uso mais forte em engenharia, atendimento ao cliente e finanças. A empresa mede o retorno de cada projeto pela receita por colaborador, hoje 23 vezes a de 2019, com meta de R$ 1 milhão.

Do lado do consumidor, Ibañez diz que os assistentes de IA lançados por grandes empresas nos últimos meses vão facilitar a comparação de produtos, serviços e tarifas, o que deve ajudar quem ainda não é cliente a conhecer a fintech. A escolha do produto certo, afirma, é parte da saída das dívidas.

O executivo diz que a RecargaPay está pronta, do ponto de vista tecnológico e regulatório, para o split payment, ainda sem data clara de implantação, e que o resultado da eleição presidencial não muda o tamanho da oportunidade: as principais linhas de negócio são transacionais, menos cíclicas, e dependem menos de crédito.

“Ser uma empresa AI First não é sobre quantos tokens ela gasta. Sempre procuramos projetos e mensuramos o retorno.”

Xavier Ibañez, CFO da RecargaPay, ao Estadão

Ibañez chegou à RecargaPay, fundada e comandada por Rodrigo Teijeiro, depois de quase 20 anos no J.P. Morgan em Nova York. A fintech mira receita de R$ 2 bilhões em 2026 e chegou a 15 milhões de clientes, com alta de mais de 30% no último trimestre; entre os lançamentos que puxam o crescimento estão o Pix parcelado e o tap to pay.

Por que importa. Antifraude e precificação de crédito são onde uma fintech de pagamentos ganha ou perde dinheiro em cada transação. Para quem quer ter uma fintech, a oportunidade é essa: usar IA para errar menos nessas duas decisões permite cobrar tarifa menor que o banco e ainda lucrar em cada transação, e a vitrine dos assistentes de IA tende a premiar justamente quem tem o preço mais baixo.

Fonte: Estadão. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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