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Revolut, de US$ 115 bilhões, quer fazer do Brasil seu laboratório de crédito para o mundo

Hoje a fintech britânica empresta só de 3% a 4% dos depósitos. O CEO no Brasil, Glauber Mota, vê no gosto do brasileiro pelo cartão de crédito a chance de liderar esse negócio dentro do grupo.

Por Redação Mundo das Fintechs · 07/10/2026 · 3 min de leitura
Revolut, de US$ 115 bilhões, quer fazer do Brasil seu laboratório de crédito para o mundo

Foto: Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut. Web Summit/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Revolut quer que a operação brasileira vire uma espécie de laboratório de produtos de crédito para outros mercados, disse o CEO da Revolut Brasil, Glauber Mota, ao NeoFeed, em entrevista publicada nesta quarta-feira (7). “Por enquanto, ainda somos muito comedidos em fazer crédito, emprestamos de 3% a 4% [dos depósitos]”, afirma. A aposta se apoia no hábito do brasileiro de pagar no cartão de crédito, enquanto o europeu prefere o débito.

A diferença de modelo aparece na comparação com o Nubank feita pelo BTG Pactual em junho de 2026: a Revolut tinha US$ 65,3 bilhões em depósitos e US$ 2,9 bilhões em crédito; o Nubank, US$ 41,9 bilhões em depósitos e US$ 32,7 bilhões em crédito. Fundada em 2015, a Revolut tem mais de 80 milhões de clientes e foi avaliada em US$ 115 bilhões numa venda secundária de ações em julho. Em 2025, a receita do grupo chegou a US$ 6 bilhões (alta de 46%) e o lucro antes de impostos a US$ 2,3 bilhões (alta de 57%). A carteira global de crédito cresceu 120% no ano.

No Brasil, a empresa ampliou o crédito em março para clientes elegíveis de todas as categorias de cartão e lançou o plano Ultra, que separa os benefícios do cartão do limite, definido pela análise de renda. Outra ideia no radar é permitir que brasileiros paguem com Pix no exterior pela Revolut. O próximo passo previsto é o Revolut Business em 2027: lá fora, a plataforma para empresas respondeu por 16% da receita global em 2025 e tinha 767 mil clientes.

“Não somos uma filial de banco estrangeiro. Somos uma instituição brasileira que usa a Revolut global [para crescer].”

Glauber Mota, CEO da Revolut Brasil

Por que importa. Uma fintech avaliada em US$ 115 bilhões escolheu o Brasil para testar crédito porque o brasileiro paga no cartão. É o mesmo cliente que está ao alcance de quem monta uma fintech aqui.

Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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