Riza Sec, ex-Virgo, compra a securitizadora Casa de Pedra e vai a 550 emissões sob gestão
Casa de Pedra, com cerca de 30 emissões de CRI e CRA, mantém nome e CNPJ, mas a operação passa para a estrutura da Riza Sec; valor do negócio não foi divulgado

Fausto Assis, presidente da Riza Sec. Foto: Divulgação
A Riza Sec, securitizadora do grupo Riza, fechou acordo para comprar a securitizadora Casa de Pedra, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (21). Os termos financeiros da transação não foram divulgados.
Segundo o presidente da Riza Sec, Fausto Assis, a Casa de Pedra vai manter a personalidade jurídica e a denominação, mas a estrutura operacional será integrada à que a Riza Sec já tem. A compra segue o plano de expansão da empresa, que combina novas emissões e aquisições. A Casa de Pedra tem cerca de 30 emissões, e com ela a Riza Sec passa a cerca de 550 emissões e mais de 200 mil obrigações monitoradas, com 90 especialistas e mais de 500 agentes de inteligência artificial na operação, de acordo com o Valor.
Fundada por volta de 2018 e ligada a Rodrigo Arruy, da NM Capital, a Casa de Pedra emite CRIs e CRAs, com foco no mercado imobiliário e em investidores como family offices.
A Riza Sec é a antiga Virgo, uma das maiores securitizadoras do país em número de emissões, comprada pela Riza Holding em outubro de 2025 depois de uma crise de credibilidade causada pelo uso indevido de fundos de reserva de CRIs e CRAs, alvo de reclamações na CVM. Assis, ex-executivo da XP, assumiu o comando para reestruturar a empresa, que retomou as emissões em dezembro. Pelo site, a Riza Sec soma mais de R$ 130 bilhões emitidos em mais de 800 séries. O grupo é comandado por Daniel Lemos, também ex-XP, e tem ainda a gestora Riza Asset, que administrava perto de R$ 20 bilhões em outubro de 2025.
“A compra segue o plano de expansão da Riza Sec por meio de uma combinação de novas emissões e aquisições estratégicas.”
Fausto Assis, presidente da Riza Sec, segundo o Valor Econômico
Por que importa. Securitizar é transformar recebível em título vendido a investidor, e quem faz isso ganha taxa de estruturação e de administração em cada emissão. Com o CR liberando qualquer tipo de recebível para virar título, sobra espaço para a fintech de crédito que origina carteira e precisa de funding fora do banco, e para a securitizadora que ganha escala comprando a concorrente em vez de montar a operação do zero.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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