Ruvo diz que estudante brasileiro economiza até 80% no câmbio da faculdade nos EUA, até R$ 22 mil numa anuidade de US$ 80 mil
Fintech de conta global de Alec Howard mira os 17.277 brasileiros que estudam nos Estados Unidos e começou programa de embaixadores em universidades

Mike Mason e Alec Howard, fundadores da Ruvo. Foto: Divulgação/Ruvo
A Ruvo, fintech de conta global voltada a brasileiros, afirma que o estudante que paga a anuidade (tuition) de uma universidade americana pela plataforma economiza até 80% no câmbio em comparação com outras fintechs e bancos tradicionais. Numa tuition de US$ 80 mil, a diferença chega a R$ 22 mil, segundo levantamento da própria empresa divulgado nesta sexta-feira (23).
O público é grande e crescente. O Brasil é o 10º país de origem de estudantes internacionais nos Estados Unidos, segundo o relatório Open Doors, do Institute of International Education (IIE). No ano letivo 2024/25 eram 17.277 brasileiros registrados, dos quais 8.590 na graduação, ou 49,7% do total.
A conta da Ruvo permite receber, guardar, converter e gastar dólares e movimentar dinheiro entre os dois países, com cartão para o dia a dia. Para estudantes, a empresa também envia recursos para pagar despesas universitárias. “Nosso objetivo com a Ruvo é simplificar essa parte da jornada, dando ao estudante e à família mais previsibilidade para movimentar o dinheiro entre Brasil e Estados Unidos”, disse Alec Howard, cofundador e CEO da Ruvo.
Neste semestre, a fintech iniciou um programa-piloto de embaixadores com seis universitários brasileiros, que promovem eventos e parcerias com associações de estudantes nas faculdades onde estudam.
“Nosso objetivo com a Ruvo é simplificar essa parte da jornada, dando ao estudante e à família mais previsibilidade para movimentar o dinheiro entre Brasil e Estados Unidos.”
Alec Howard, cofundador e CEO da Ruvo
Letícia Rebelo, sócia e diretora da área educacional e de produto da The Dream School, consultoria que prepara alunos para universidades no exterior, diz que o custo vai além da tuition: moradia, alimentação, seguro-saúde e transporte entram no orçamento mesmo quando há bolsa. Para ela, a família deve ter essas contas até o meio do segundo ano do ensino médio, quando o aluno escolhe as universidades.
Em 15 de outubro, Howard disse ao Startups que a Ruvo, fundada em 2025 e acelerada pela Y Combinator, projeta passar de R$ 1 bilhão em volume anualizado até o fim do ano, com mais de 3 mil clientes.
Por que importa. Mandar dinheiro para filho que estuda fora é um gasto recorrente, alto e previsível, por anos seguidos, e a família costuma pagar caro no câmbio sem perceber. A fintech que pega um nicho assim, com cliente de renda alta e que fica vários anos, ganha no spread de cada remessa mesmo cobrando bem menos que o banco.
Fonte: Isso É Brasil (comunicado da Ruvo). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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