Sinc Finance: crédito aprovado em 3 segundos olha mais dados que o de 3 dias, com inadimplência recorde de 4,9%
Para o diretor de Operações da fintech, Davi Pereira Vidoto, o gargalo do crédito saiu do aplicativo e foi para o motor que decide quem recebe o dinheiro

Davi Pereira Vidoto, diretor de Operações da Sinc Finance. Foto: Divulgação/Sinc Finance
A aprovação rápida de crédito virou o produto principal das fintechs, e quem ainda pede papel ao cliente está ficando para trás. A avaliação é de Davi Pereira Vidoto, diretor de Operações da Sinc Finance, em entrevista ao FIDC News publicada nesta quarta-feira (21). “Quem ainda pede três documentos para avaliar um pedido não está sendo prudente. Está sendo preterido”, afirmou.
Segundo Vidoto, a ideia de que velocidade e segurança andam em direções opostas valia quando a análise dependia de gente lendo papel. Em poucos segundos, um motor de decisão roda em paralelo dezenas de verificações: identidade contra base oficial, antifraude, histórico de crédito, cruzamento de renda, política interna, limite e preço. “A operação que aprova em três segundos costuma estar olhando mais coisa, e não menos, do que a que demora três dias”, disse.
O executivo diz que o investimento do setor se concentrou na camada visível ao cliente (aplicativo, abertura de conta, assinatura eletrônica) e que a camada que decide evoluiu menos, ainda apoiada em cadastro declarado e regras antigas. Ele aponta três caminhos: trocar dado declarado por dado verificado, usar motores de decisão parametrizáveis, em que política, limite e preço mudam em dias, e aplicar inteligência artificial para achar padrões e liberar o analista de conferências repetitivas.
A maior oportunidade, para Vidoto, está no acompanhamento do cliente depois da aprovação, já que a maioria dos credores só percebe a piora quando a parcela deixa de ser paga. O tema pesa: a inadimplência do sistema financeiro chegou a 4,9% em julho de 2026, segundo o Banco Central, o maior nível desde o início da série, em março de 2011.
“Reduzir burocracia não é reduzir exigência, é trocar a exigência de lugar.”
Davi Pereira Vidoto, diretor de Operações da Sinc Finance
“Reduzir burocracia não é reduzir exigência, é trocar a exigência de lugar. O cliente entrega menos, mas o credor sabe mais”, afirmou o diretor. A Sinc Finance tem como CEO Diego Gomes e como CTO e cofundador Gabriel Ayusso Guimarães.
Por que importa. Com a inadimplência no maior nível da série, o dinheiro do crédito está em decidir bem e vigiar a carteira depois da aprovação. A fintech que monta motor de decisão e monitoramento com dado verificado cobra menos de quem paga em dia, perde menos e pode até vender essa inteligência para outros credores.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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