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HISTÓRIAS

Depois da Trampay, Tiago Ribeiro cria a Skedia, que chega a R$ 63 milhões em produção clínica sob gestão com IA no financeiro de clínicas

A healthtech de Tiago Ribeiro e Rodrigo Ribeiro Freire automatiza faturamento e glosas para cerca de 20 unidades e planeja conta PJ e crédito com parceiros

Por Redação Mundo das Fintechs · 18/10/2026 · 3 min de leitura
Depois da Trampay, Tiago Ribeiro cria a Skedia, que chega a R$ 63 milhões em produção clínica sob gestão com IA no financeiro de clínicas

Tiago Ribeiro, CEO da Skedia · Divulgação/Skedia

A Skedia, healthtech que oferece um sistema operacional financeiro para clínicas e consultórios, atingiu R$ 63 milhões em produção clínica sob gestão nos primeiros meses de operação, segundo reportagem publicada pelo portal Insurtech Brasil neste sábado (17). O volume está distribuído por cerca de 20 unidades, com perto de mil profissionais de saúde ligados à estrutura da empresa.

O CEO da empresa é Tiago Ribeiro, que antes participou da construção da Trampay, fintech que chegou a R$ 2 bilhões movimentados e R$ 200 milhões concedidos em crédito a trabalhadores autônomos de aplicativos, sobretudo entregadores. O irmão dele, Rodrigo Ribeiro Freire, é cofundador e responde pela estratégia comercial e de crescimento.

A plataforma combina software, agentes de inteligência artificial e especialistas para executar etapas do ciclo de receita: a IA lê guias digitalizadas, preenche os dados de faturamento, gera os arquivos de cobrança às operadoras e cruza as informações com contratos e regras dos planos para apontar riscos de glosa, as recusas de pagamento. Os casos que pedem análise individual vão para especialistas, num modelo que a empresa chama de faturamento gerenciado.

“Existe uma espécie de buraco negro entre o atendimento e o recebimento. O prestador sabe que atendeu, a operadora sabe o que vai pagar e o banco sabe quando o dinheiro entrou. Mas, muitas vezes, ninguém tem uma visão completa do que aconteceu no meio do caminho”, afirmou Tiago Ribeiro, CEO da Skedia.

“Existe uma espécie de buraco negro entre o atendimento e o recebimento”

Tiago Ribeiro, CEO da Skedia

O mercado é grande: o Brasil tinha 53,1 milhões de beneficiários de planos de saúde em junho de 2026, segundo a ANS. Hoje o foco da Skedia está em autorização, faturamento, submissão e conciliação. Como próximos passos, a empresa prevê integrar serviços financeiros por meio de parceiros, entre eles uma conta PJ em que as clínicas receberiam os pagamentos dos planos e fariam os repasses aos profissionais, e, no futuro, crédito com base no histórico de produção e recebimentos.

Por que importa. Clínica que fatura plano de saúde espera semanas para receber e perde dinheiro em glosa, e quem organiza esse fluxo passa a enxergar cada real a receber. É exatamente o dado que falta para oferecer conta PJ, repasse e antecipação de recebíveis a um setor com 53 milhões de beneficiários de planos: uma brecha clara para a fintech vertical que juntar software e crédito.

Fonte: Insurtech Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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