Spiko capta US$ 90 milhões em Série B liderada pela NEA para levar fundos de caixa tokenizados a empresas e fintechs
Fintech de Londres e Paris soma US$ 120 milhões captados, tem mais de US$ 2,7 bilhões em fundos e distribui o produto por API para outras plataformas financeiras

Divulgação/Spiko (os cofundadores Antoine Michon e Paul-Adrien Hyppolite)
A Spiko, fintech com sede em Londres e Paris que emite fundos de caixa tokenizados, anunciou uma rodada Série B de US$ 90 milhões liderada pela New Enterprise Associates (NEA). Com o aporte, divulgado pela empresa em 6 de outubro e repercutido nesta semana pela Unite.AI, o total captado pela companhia chega a US$ 120 milhões.
Participaram da rodada a Index Ventures, a Bpifrance, a Speedinvest e a White Star Capital, entre outros fundos. Entre os investidores-anjo estão os fundadores do banco digital francês Qonto e Axel Weber, ex-presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha.
A empresa informa ter mais de US$ 2,7 bilhões aplicados em seus fundos, alta de mais de cinco vezes em 12 meses, e mais de 10.000 clientes, entre empresas e pessoas físicas, em mais de 25 países. Os fundos são de caixa em euro, dólar, libra esterlina e franco suíço, e as cotas são registradas em blockchain.
Além do aplicativo para web e celular, a Spiko oferece uma API de Distribuidor, que permite a outras fintechs e plataformas financeiras embutir os fundos dentro do próprio produto. No euro, o cliente pode sacar na hora pelo SEPA Instant, o pagamento instantâneo europeu, com limite de 500 mil euros por dia.
“Toda pessoa e toda organização tem caixa, mas se ele rende alguma coisa ainda depende de quem você é e de quanto você tem. Nossa ambição é fazer todo caixa render por padrão, 24 horas por dia”
Paul-Adrien Hyppolite, cofundador e CEO da Spiko, no anúncio da rodada
A Spiko foi fundada em 2023 por Paul-Adrien Hyppolite, que foi vice-chefe da divisão de Mercados Financeiros do Tesouro francês, e Antoine Michon, ex-assessor de tecnologia do governo francês que liderou implantações na Palantir.
Para Philip Chopin, diretor-gerente e chefe da NEA na Europa, os fundadores estão construindo “a casa padrão do caixa”. Segundo a Spiko, o dinheiro novo vai para o lançamento de novos fundos, a entrada em novos mercados e contratações.
Por que importa. Toda empresa tem dinheiro parado na conta, e quem fizer esse caixa render sem esforço ganha o cliente. No Brasil, uma fintech com conta PJ pode distribuir fundos de caixa por API dentro do próprio app e ficar com parte da taxa de cada real aplicado, uma receita recorrente que cresce junto com o saldo do cliente.
Fonte: Spiko e Unite.AI. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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