Stripe e Plasma criam cartão com stablecoin em 5 moedas, incluindo o real, e miram mais de 100 países em 2027
A infraestrutura de cartões com stablecoin da Stripe, hoje em mais de 30 países, passa a aceitar dólar, real, euro, peso mexicano e peso colombiano, com a Plasma como parceira de desenvolvimento

Patrick Collison, CEO e cofundador da Stripe. Foto: Steve Jurvetson/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A Stripe e a Plasma anunciaram uma parceria para lançar cartões multimoeda lastreados em stablecoins, voltados a pessoas e empresas que gastam em vários países. O anúncio foi feito na quinta-feira (15) pela Stripe Crypto, braço de cripto da empresa de pagamentos, e pela Plasma, que constrói uma conta financeira para quem tem a vida dividida entre países.
A infraestrutura de cartões com stablecoin da Stripe vai passar a aceitar cinco moedas: dólar, real, euro, peso mexicano e peso colombiano. Do lado das stablecoins, entram USDC, OUSD e outras moedas digitais que cumprem as regras do GENIUS Act, a lei americana de stablecoins. O serviço está disponível hoje em mais de 30 países, e a Stripe planeja levá-lo a mais de 100 em 2027.
A ideia é reduzir conversões e custo de câmbio. Quem tem saldo em euro, por exemplo, poderá pagar direto em euro, sem passar antes pelo dólar, e uma empresa poderá emitir cartões na moeda em que costuma gastar. O passo seguinte, segundo as empresas, é deixar o portador gastar a partir de vários saldos, com a moeda certa escolhida automaticamente na compra.
A Plasma entra como parceira de desenvolvimento (design partner) e vai migrar para a infraestrutura de cartões da Stripe. A empresa já permite entrada e saída de dinheiro em várias moedas, entre elas dólar, euro, libra e real. “Estamos construindo a Plasma para pessoas cujas vidas e finanças atravessam países. A ambição é simples: gastar como um local, em qualquer lugar”, afirmou Paul Faecks, CEO da Plasma.
“Estamos trabalhando com a Plasma para levar essa mesma flexibilidade aos gastos, dando às empresas a infraestrutura para oferecer cartões em várias moedas e mercados sem precisar construí-la sozinhas”
Henri Stern, chefe de cripto e stablecoins da Stripe e cofundador e CEO da Privy, em comunicado
Para Henri Stern, chefe de cripto e stablecoins da Stripe e cofundador e CEO da Privy, empresa comprada pela Stripe, as stablecoins permitem guardar e mover dinheiro globalmente, e a parceria leva essa flexibilidade para o gasto do dia a dia.
Por que importa. O real está entre as cinco moedas da nova infraestrutura da Stripe, e isso abre espaço para a fintech brasileira que atende quem vive, viaja ou vende entre países. Quem montar a conta multimoeda em cima de um emissor pronto ganha no câmbio e na tarifa de cada compra sem precisar construir a parte de cartão.
Fonte: Finextra e Stripe Crypto. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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