SyncPay processa R$ 100 milhões por ano e abre a cobrança para agentes de IA como Claude e ChatGPT
Fintech de Brasília, criada em 2024, soma 35 mil contas e mira SaaS, micro-SaaS e negócios digitais feitos com inteligência artificial

Escritório da SyncPay em Brasília. Divulgação/SyncPay
A SyncPay, fintech de infraestrutura de pagamentos criada em Brasília em outubro de 2024, processa mais de R$ 100 milhões por ano e já soma mais de 35 mil contas abertas, segundo a empresa. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (16), junto com a ampliação da oferta para empresas de software por assinatura (SaaS), micro-SaaS e empreendedores digitais.
A plataforma reúne API, checkout, link de pagamento e assinaturas e aceita Pix, cartão de crédito, Pix Automático e Apple Pay. Quem está começando vende por link ou checkout, sem escrever código; empresas com equipe técnica integram os mesmos recursos por API. Na cobrança recorrente, o cliente cria planos, cadastra assinantes, pausa, reativa, cancela ou troca planos e acompanha cada pagamento num painel. O split divide cada cobrança entre diferentes recebedores, recurso usado em parcerias, afiliados e marketplaces.
A aposta mais recente é a integração com inteligência artificial. A SyncPay oferece um conector no padrão MCP, o protocolo usado por assistentes como Claude, da Anthropic, ChatGPT, da OpenAI, e Cursor para acessar serviços externos. Conectado com as chaves de API da conta, o assistente pode criar links de pagamento, consultar saldo e executar outras operações a partir de um pedido em linguagem natural, dentro das permissões definidas pelo titular. A empresa também estuda usar IA na recuperação de receita, como o acompanhamento de pagamentos pendentes e a cobrança de assinaturas que falharam.
“Criar um software ficou muito mais fácil com a inteligência artificial. Transformar esse software em negócio ainda exige receber, cobrar todo mês e lidar com quem não pagou. A gente quer que essa parte deixe de ser o gargalo, seja para quem está fazendo a primeira venda, seja para a empresa que integra pagamento direto no produto. E o próximo passo é o próprio agente de IA conseguir montar essa integração”, afirmou Gustavo Braga, fundador da SyncPay.
“Criar um software ficou muito mais fácil com a inteligência artificial. Transformar esse software em negócio ainda exige receber, cobrar todo mês e lidar com quem não pagou”
Gustavo Braga, fundador da SyncPay
O atendimento é feito por pessoas, 24 horas por dia, pelo WhatsApp. A sede da empresa fica no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Por que importa. A IA multiplicou o número de pessoas que conseguem lançar um software em dias, e cada uma delas precisa cobrar todo mês. Para quem tem ou quer ter fintech, a assinatura recorrente com Pix Automático, split e recuperação de inadimplência é uma receita que cresce junto com o cliente: quem vira a camada de cobrança desses novos negócios ganha em cada renovação.
Fonte: Brasília ETC. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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