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Tecban, dona do Banco24Horas, capta R$ 535 milhões em debêntures e mira gestão de agências dos bancos

Dinheiro paga dívida mais cara, empurra o próximo vencimento para 2029 e abre espaço para investir até R$ 500 milhões por ano; meta é ter dez espaços multimarcas até o 1º trimestre de 2027

Por Redação Mundo das Fintechs · 21/10/2026 · 3 min de leitura
Tecban, dona do Banco24Horas, capta R$ 535 milhões em debêntures e mira gestão de agências dos bancos

Terminais Banco24Horas. Foto: Tecban/Divulgação

A Tecban, empresa que administra a rede Banco24Horas, captou R$ 535 milhões em sua 10ª emissão de debêntures, segundo a Exame nesta quarta-feira (21). Os recursos foram usados integralmente para pagar dívidas mais caras, inclusive com a antecipação de vencimentos previstos para o próximo ano, e o próximo vencimento da companhia passou para 2029.

Com a operação, o custo médio ponderado da dívida caiu de CDI mais 1,68% para CDI mais 1,35%, e a Tecban estima economizar cerca de R$ 5 milhões por ano em despesas financeiras. “Mais do que reduzir o custo da dívida, foi deixar um espaço de caixa importante nos próximos dois anos para investimentos”, afirma Leonardo Vannucci, CFO da Tecban.

A demanda superou o valor pretendido: investidores se ofereceram para ampliar a emissão em R$ 200 milhões, o que levaria a captação a R$ 735 milhões, mas a empresa manteve os R$ 535 milhões por não precisar de mais dívida. A relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,5 vez. A próxima captação está planejada para 2029.

A companhia gera cerca de R$ 600 milhões de caixa por ano e pretende investir de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões anuais, metade na manutenção dos negócios atuais e metade em novas frentes. A principal delas é a gestão de agências bancárias, tanto de estruturas próprias dos bancos quanto de espaços compartilhados por várias instituições. “Acreditamos que o principal vetor de crescimento será a gestão de agências dos bancos”, diz Vannucci.

“Acreditamos que o principal vetor de crescimento será a gestão de agências dos bancos”

Leonardo Vannucci, CFO da Tecban

A Tecban já testa agências multimarcas em Cuiabá (MT), quer fechar 2026 com três unidades e chegar a dez espaços até o fim do primeiro trimestre de 2027. Os modelos de remuneração ainda não estão definidos; em cidades maiores, o investimento por unidade pode chegar a R$ 1 milhão ou mais, segundo o executivo.

A empresa estima que o volume sacado em seus terminais e nas agências bancárias seja de cerca de R$ 2 trilhões por ano, o equivalente a 15% do PIB. “A tendência é de continuidade da queda. Só que não acaba”, afirma Vannucci. A Tecban projeta encerrar 2026 com receita líquida de R$ 3,3 bilhões, alta de cerca de 10% sobre o ano anterior.

Por que importa. Os bancos querem continuar no físico sem pagar sozinhos por uma agência, e isso virou negócio: a Tecban vai cobrar para administrar e dividir esses pontos. Para quem tem fintech, a lição é que infraestrutura compartilhada dá dinheiro porque corta custo de todo mundo, e quem montar serviço que vários bancos e fintechs usam juntos, físico ou digital, tem receita recorrente de muitos clientes ao mesmo tempo.

Fonte: Exame. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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