“Nunca tive vergonha de pedir aumento”: a CEO da Tecnobank, há 12 anos na registradora, sobre dinheiro e ambição
Renata Herani, que chegou à presidência da empresa de registro de contratos de financiamento de veículos em 2025, defende critérios claros de salário e diz que propósito e dinheiro andam juntos

Renata Herani, CEO da Tecnobank · Divulgação/Tecnobank
Renata Herani, CEO da Tecnobank, registradora de contratos de financiamento de veículos, disse que nunca teve vergonha de pedir aumento. A declaração foi dada no podcast Conexão Protagonistas, apresentado por Christiane Pelajo, Carolina Dostal e Maíra Donnici, em entrevista publicada pela Younik neste sábado (17).
Cientista política, com passagem pelos setores público e privado, Renata contou que estava havia 12 anos na Tecnobank e tinha assumido o cargo de CEO cerca de um ano antes da gravação. Antes de chegar à presidência, ela pesquisava salários, consultava profissionais de recursos humanos e comparava a própria remuneração com a de executivos em posições semelhantes. Quando achava que merecia ganhar mais, procurava a chefia.
Na empresa, ela foi diretora de Relações Institucionais e participou das articulações em torno do marco legal das garantias. Depois, acumulou a diretoria de Comunicação e Marketing. Ao voltar da licença-maternidade, em vez de pedir menos responsabilidades, ofereceu-se para assumir novas tarefas.
“Não vamos ser hipócrita. O propósito é importante, mas o dinheiro tem que andar de mãos dadas”, afirmou. Como CEO, ela diz usar pesquisas salariais na definição das faixas de remuneração da Tecnobank e defende que um pedido de aumento negado venha sempre com justificativa, baseada em critérios claros de avaliação e em conversas periódicas entre gestores e funcionários.
“Não vamos ser hipócrita. O propósito é importante, mas o dinheiro tem que andar de mãos dadas”
Renata Herani, CEO da Tecnobank
Segundo Renata, a Tecnobank faz avaliações periódicas e trabalha com referências de prazo para promoções e reajustes por mérito, que dependem do desempenho de cada profissional. Para ela, a ambição feminina ainda é tratada como tabu em muitos ambientes.
Por que importa. Cada carro financiado no Brasil gera uma cobrança de registro de contrato, uma receita recorrente que cresce junto com o crédito. Para quem quer ter uma fintech, a lição é que a infraestrutura invisível do financiamento, aquela que cobra por transação e é amarrada à regulação, pode render tanto quanto emprestar dinheiro, e com menos risco de calote.
Fonte: Younik (podcast Conexão Protagonistas). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- PAGAMENTOS
Dubpay capta US$ 2 milhões e lança conta global para empresas brasileiras receberem e gastarem no exterior
Fintech de infraestrutura de pagamentos junta numa só plataforma o recebimento de vendas internacionais, o saldo fora do país e cartões Visa físicos e virtuais

- INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Avenue, do Itaú, reúne 80 profissionais de tecnologia em dia de IA aplicada ao mercado financeiro
O Hands On com IA será em 31 de outubro, com até 8 grupos, mentores da casa, desafios fictícios e só dados sintéticos

- OPEN FINANCE
Pix por biometria via Open Finance dispensa abrir o app do banco a cada compra, diz diretor da Lina Open X
Murilo Rabusky, da Lina Open X, parceira de Getnet e Mastercard no Pix por Biometria, diz que a próxima disputa no pagamento acontece antes do checkout

- INFRAESTRUTURA
Pix chega a 30,1 bilhões de transações e regra mais dura do BC abre espaço para a infraestrutura da Stark Infra
Com o MED 2.0 obrigatório desde fevereiro e novas regras de contestação para março de 2027, operar o Pix fica mais caro; a Stark Infra vende a conexão pronta por API

