TIVIT separa R$ 1 bilhão para comprar empresas de tecnologia, com foco em setor financeiro e outras verticais
Um ano depois de ser comprada pela italiana Almaviva, a integradora mapeou 600 empresas na América Latina, conversou com 75 fundadores e tem 15 alvos em auditoria técnica.

Divulgação/TIVIT
A TIVIT, integradora brasileira de infraestrutura de tecnologia, reservou até R$ 1 bilhão para comprar empresas de software e hardware proprietários na América Latina. O plano foi detalhado nesta terça-feira (13) ao portal Startups por Mitri Britto, diretor de estratégia, M&A e marketing da companhia. A última aquisição da TIVIT foi a chilena XMS, de nuvem, em 2022.
A empresa foi vendida ao grupo italiano Almaviva no ano passado e, 14 meses depois, quer montar unidades de negócio por indústria. São seis verticais: Governo, Setor Financeiro, Saúde, Utilities, Manufatura e uma sexta ainda em definição. Cada uma terá autonomia para conquistar clientes.
Para chegar aos alvos, a TIVIT mapeou mais de 600 empresas na região, filtrou cerca de 308 pela maturidade do produto e conversou com 75 fundadores. Quinze avançaram para a etapa em que o time técnico abre o produto por dentro. O foco são empresas com receita anual entre R$ 20 milhões e R$ 200 milhões, em seis países: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Argentina e México.
As compras serão pagas com caixa próprio, sem dinheiro do grupo italiano e sem dívida. Em 2025, a TIVIT teve receita líquida de R$ 2,2 bilhões, alta de 12%, com cerca de 30% vinda de países de língua espanhola, e soma mais de 800 clientes. Mitri conduz o projeto com Marco Tripi, CEO global da Almaviva, em comitês de investimento conjuntos.
“O maior provedor de tecnologia do Brasil hoje tem 5% de market share. É muito pouco isso.”
Mitri Britto, diretor de estratégia, M&A e marketing da TIVIT
“O maior provedor de tecnologia do Brasil hoje tem 5% de market share. É muito pouco isso”, diz Mitri, que espera o primeiro negócio para 2027. “O nosso objetivo é menos quantidade, mais assertividade.”
Por que importa. Por que importa: a TIVIT quer comprar software proprietário que resolva dor real de uma indústria, e o setor financeiro é uma das verticais. Para quem monta tecnologia para fintech (antifraude, crédito, conciliação, onboarding), chegar a R$ 20 milhões de receita com produto próprio já coloca a empresa no radar de um comprador com R$ 1 bilhão no caixa.
Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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