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Trace Finance, fintech carioca que já processou mais de US$ 10 bilhões, vence o Grand Prix de startups do Money20/20

A empresa de câmbio e pagamentos internacionais para empresas levou a categoria Startup Growth Stage em Las Vegas com a tese de tirar licença bancária antes de lançar o produto

Por Redação Mundo das Fintechs · 19/10/2026 · 3 min de leitura
Trace Finance, fintech carioca que já processou mais de US$ 10 bilhões, vence o Grand Prix de startups do Money20/20

Os cofundadores da Trace Finance, Bernardo Brites, Rafael Luz e Leone Parise: Divulgação/Trace Finance

A Trace Finance, fintech do Rio de Janeiro de câmbio e pagamentos internacionais para empresas, venceu a categoria Startup Growth Stage do Money Awards, premiação do Money20/20, no domingo (18), em Las Vegas. A empresa levou o Grand Prix da categoria, voltada a startups em estágio de crescimento, e também a subcategoria Payments & Commerce. A conquista foi noticiada pelo Let's Money nesta segunda-feira (19).

Mais de 40 líderes do setor julgaram as inscrições, distribuídas em seis categorias. Segundo o apresentador da cerimônia, só 20% dos inscritos chegaram à final e 8% levaram troféu. É a segunda edição do prêmio, criado em 2025.

A tese premiada inverte a ordem de boa parte dos concorrentes. Pelo relato da empresa ao júri, primeiro veio a conexão bancária regulada no Brasil, o mercado mais complexo, e só depois o produto de pagamentos. Com isso, a Trace oferece conta, câmbio em tempo real e liquidação local pelo Pix sem depender de banco parceiro.

Na inscrição, a Trace declara presença regulada em cinco países (Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Argentina), com licença bancária própria nos EUA e no Brasil; nos demais mercados, usa bancos parceiros. A empresa afirma ter processado mais de US$ 10 bilhões em pagamentos internacionais institucionais e cita como clientes dLocal, Conduit, Bitso, OKX e Mercado Bitcoin.

“A principal inovação da Trace é tratar licenças bancárias como infraestrutura de produto, e não como exigência de back-office”

Trace Finance, na inscrição submetida ao júri (tradução livre)

A Trace começou num nicho: ajudar startups latino-americanas, sobretudo brasileiras, a trazer para as operações locais o dinheiro de venture capital recebido pelas holdings nos EUA. O serviço virou infraestrutura de conta, câmbio, Pix e liquidação para exchanges, fintechs e processadoras globais que operam na região. No Brasil, também oferece a instituições custódia de USDC e USDT e conversão entre real e stablecoin.

Em junho de 2026, a fintech fundada em 2021 por Bernardo Brites (CEO), Rafael Luz (COO) e Leone Parise (CTO) fechou uma Série A de US$ 32 milhões liderada pela CoinFund, numa avaliação perto de dez vezes a da rodada inicial, de 2022. Na época, a empresa tinha cerca de 700 clientes, já operava no ponto de equilíbrio e destinava os recursos a um escritório em Singapura e a operações no Oriente Médio.

Por que importa. Toda processadora, exchange ou fintech estrangeira que quer receber e pagar no Brasil precisa de alguém licenciado para fazer câmbio e liquidar em Pix, e paga spread e tarifa por cada dólar que passa. Quem tira a licença primeiro vira o pedágio desse fluxo: a Trace transformou um serviço de nicho para startups em mais de US$ 10 bilhões processados.

Fonte: Let's Money e Money20/20. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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