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Pagamentos internacionais

Trepzy chega ao Brasil com conta global para PMEs, envios para 90 países e meta de US$ 150 milhões em pagamentos

Nascida da operação da B2G Capital, a fintech une saldo em várias moedas e Pix e promete cortar o spread de até 6,5% do câmbio tradicional

Por Redação Mundo das Fintechs · 14/10/2026 · 3 min de leitura
Trepzy chega ao Brasil com conta global para PMEs, envios para 90 países e meta de US$ 150 milhões em pagamentos

Divulgação/Trepzy

A Trepzy, empresa de pagamentos internacionais incorporada em Delaware, nos Estados Unidos, chegou ao Brasil nesta quarta-feira (14) com uma conta global voltada a pequenas e médias empresas que pagam e recebem em várias moedas. O foco inicial está no Brasil e na América Latina, segundo conteúdo de marca publicado no Valor Econômico e no Estado de Minas.

No lançamento, a conta oferece saldos em várias moedas e envios para mais de 90 países. O cliente pode abrir várias contas para separar recursos por projeto, compromisso ou área, fazer Pix a partir de saldo em dólar e, no sentido inverso, usar o Pix para financiar transferências em dólar, euro, pesos e outras moedas, conforme a rota habilitada.

A empresa nasceu dentro da B2G Capital, de software por assinatura, que opera há três anos em mais de 60 países e cinco idiomas. Nesse período, a B2G destinou mais de US$ 2,5 milhões a mídia global e despesas gerais e precisou montar uma estrutura financeira própria para receber, pagar e conciliar em várias moedas. Dessa estrutura saiu a Trepzy, que tem como CEO o fundador da B2G, Fernando Balbuena.

Segundo a Trepzy, os meios tradicionais chegam a embutir até 6,5% de spread na conversão cambial, além de tarifas fixas por transação. O Banco Mundial calcula em 6,36% o custo médio de remessas de pequeno valor. Pela regra geral, o IOF é de 3,5% nas remessas ao exterior e de 0,38% no ingresso de recursos. Em agosto, as despesas líquidas do país com software, nuvem e telecomunicações somaram US$ 1,3 bilhão, alta de 128,2% em um ano, segundo o Banco Central.

“Entendemos os problemas de uma gestão de recursos globais, porque não apenas viemos de um lugar onde enfrentávamos essas dificuldades, como ainda estamos lá, todos os dias.”

Fernando Balbuena, CEO da Trepzy e fundador da B2G Capital

Até o início de 2027, a Trepzy prevê cartões em dólar e em real para despesas, orçamentos por departamento e aceitação de cartões em checkout transparente e de meios de pagamento locais nos mais de 90 mercados. A meta pública é alcançar US$ 150 milhões em pagamentos acumulados até o fim de 2027.

Por que importa. Câmbio caro e conciliação manual são uma dor diária de toda PME que paga software, anúncio ou fornecedor lá fora, e cada ponto de spread cobrado é receita. A fintech que junta conta em dólar, Pix e conciliação no mesmo lugar ganha em cada remessa e prende o cliente pelo controle do caixa.

Fonte: Valor Econômico (conteúdo de marca). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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