Urban e Caldeira OTC se fundem, somam R$ 21 bilhões transacionados em 2026 e vão vender Crypto as a Service
Nova companhia mantém a marca Urban, reúne cerca de 500 clientes e prepara pedido de licença de SPSAV ao Banco Central até 30 de outubro

Equipe da Urban. Foto: Divulgação/Urban
A Urban, empresa de infraestrutura para ativos virtuais e pagamentos internacionais, e o Grupo Caldeira OTC, mesa de negociação de criptoativos voltada ao mercado institucional, anunciaram nesta segunda-feira (19) a fusão de suas operações, informou o Valor. A nova companhia mantém a marca Urban e reúne um volume transacionado superior a R$ 21 bilhões em 2026, segundo dados fornecidos pelas empresas.
Yago Carvalho, que assume como CEO da nova Urban, disse ao jornal que as operações somam cerca de 500 clientes. A fusão junta a atuação da Caldeira no fornecimento de liquidez e na execução de operações de grandes volumes com a infraestrutura desenvolvida pela Urban, voltada principalmente a pagamentos e transferências internacionais. Todos os clientes das duas empresas estão sendo migrados para a estrutura da Urban, sem interrupção das operações, segundo as companhias.
A empresa terá três frentes: compra e venda e fornecimento de liquidez em criptoativos, pagamentos internacionais e Crypto as a Service, modelo em que disponibiliza a própria infraestrutura para que outras empresas ofereçam serviços com ativos digitais aos seus clientes.
A fusão acontece durante a adequação do setor às novas regras do Banco Central para ativos virtuais. Segundo Rafael Steinfeld, diretor jurídico da nova Urban, as duas empresas já atuavam no mercado e estavam no período de transição regulatória. A companhia prepara agora o pedido de autorização para funcionar como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), com protocolo previsto até 30 de outubro.
“Cada uma das empresas desenvolveu uma competência essencial para o mercado institucional. O Grupo Caldeira OTC desenvolveu excelência operacional, comercial e de atendimento; e a Urban construiu tecnologia proprietária e escalável”
Yago Carvalho, CEO da nova Urban, ao Valor
“A regulamentação representa uma etapa importante de amadurecimento do mercado brasileiro de ativos virtuais. Não se trata apenas de atender a novas exigências formais, mas de construir governança, controles, capital e processos capazes de sustentar operações cada vez mais complexas”, afirmou Steinfeld. De acordo com as empresas, a decisão de unir as operações não foi motivada só pela regulação, mas também pela possibilidade de integrar serviços que antes eram oferecidos separadamente.
Por que importa. Com a licença do BC exigindo capital e controles, poucas casas cripto vão ter estrutura própria, e quem tiver passa a alugar essa estrutura. Uma fintech de pagamentos ou de investimentos pode lançar cripto e remessa internacional sobre um Crypto as a Service e ganhar no spread sem montar mesa nem pedir licença.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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