Vivo Ventures investe na Inner AI, dona do Squad.com, em rodada que avalia a startup em mais de R$ 500 milhões
Fundada por Pedro Salles, a Inner AI vende uma equipe virtual de agentes de IA para pequenas empresas e estuda usar as 1,8 mil lojas da Vivo para distribuir o produto

Pedro Salles, fundador e CEO da Inner AI, com os agentes do Squad.com: Divulgação/Inner AI
O Vivo Ventures, fundo de corporate venture capital da Vivo, vai investir na Inner AI, startup fundada por Pedro Salles e dona do Squad.com, plataforma que oferece uma espécie de equipe virtual para cuidar de tarefas como vendas, marketing, finanças e revisão de contratos. A operação foi revelada pelo O Globo nesta segunda-feira (19).
O valor do aporte não foi divulgado, mas a rodada avaliou a Inner AI em mais de R$ 500 milhões. A startup, que tem Canary e ONEVC entre os acionistas, já havia captado R$ 42 milhões antes da entrada do fundo da operadora.
Além do dinheiro, as duas empresas estudam uma parceria comercial para ampliar a distribuição do Squad.com pela estrutura da Vivo, que reúne cerca de 1,8 mil lojas, mais de 5 mil vendedores e 1,8 milhão de pequenas e médias empresas entre seus clientes. Uma das possibilidades é incluir a ferramenta no portfólio de serviços digitais da operadora; o modelo de remuneração ainda não foi definido.
“Nosso objetivo é ir além de investir: é construir junto e acelerar essa transformação no mercado brasileiro”, afirmou em nota Phillip Trauer, diretor do Vivo Ventures e da Wayra Brasil.
“A Vivo tem uma distribuição única no país, capaz de levar um time de agentes para dentro de cada um desses negócios, e o tour é isso na prática”
Pedro Salles, fundador e CEO da Inner AI
No início de 2027, um ônibus do Squad.com vai percorrer a BR-116, de Fortaleza (CE) a Jaguarão (RS), com paradas em lojas da Vivo para apresentar a tecnologia a empreendedores, começando por três cidades do Sudeste ainda não anunciadas. A iniciativa repete o modelo da loja física do Squad.com, aberta em abril na Avenida Paulista, em São Paulo.
Criado em 2022, o Vivo Ventures já aportou R$ 242 milhões em 14 startups, de setores como serviços financeiros e inteligência artificial. Segundo levantamento da Global Corporate Venturing com a ApexBrasil, o fundo liderou o número de transações de corporate venture no país entre julho de 2025 e junho de 2026, com nove investimentos.
Por que importa. A pequena empresa brasileira paga por quem resolva seu financeiro, sua cobrança e sua venda, e quase nunca tem gente para isso. Quem empacota esse serviço em agentes de IA e acha um canal que já chega ao lojista, como uma operadora, uma maquininha ou um banco, cobra assinatura de milhões de PMEs: é o mesmo caminho que a fintech de gestão financeira pode seguir.
Fonte: O Globo (blog Capital). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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