Mulheres ocupam só 20,4% da liderança em 1.744 instituições reguladas, aponta Women in Fintech
Estudo do Silva Lopes Advogados, lançado no iFood Pago, cruzou 15.475 posições com dados do Banco Central; 523 instituições não têm nenhuma mulher na liderança

Foto: Mateus Zorzi
As mulheres ocupam apenas 20,4% das posições de liderança e decisão nas instituições do Sistema Financeiro Nacional, segundo a revista Women in Fintech: Da presença ao protagonismo, lançada pelo escritório Silva Lopes Advogados nesta quinta-feira (8), durante a 5ª edição do Women in Fintech, na sede do iFood Pago, em Osasco (SP), segundo a Finsiders.
O levantamento, segunda edição do estudo, ouviu mais de 100 profissionais e cruzou as respostas com dados públicos do Banco Central: 15.475 posições em 1.744 instituições. Em 30% delas, ou 523 instituições, não há nenhuma mulher entre os cargos de liderança registrados.
Apenas uma em cada cinco posições é ocupada por uma mulher. Elas representam cerca de 11% das vice-presidências e 11,4% das presidências. Em tecnologia, a diferença é maior: só 6 das 72 posições de diretoria analisadas são ocupadas por mulheres, o equivalente a 8,3%.
Cerca de 67,6% das participantes dizem que precisam demonstrar mais competência do que colegas homens para serem consideradas igualmente capazes. Nas empresas com nenhuma ou apenas uma mulher na diretoria, 61,1% afirmam que suas ideias recebem a mesma atenção dada às dos homens; nas organizações com duas ou mais diretoras, o índice sobe para 75%.
“Ampliar a presença feminina é um passo importante, mas o desafio ainda está em transformar essa presença em influência, reconhecimento e poder de decisão”
Conclusão do levantamento Women in Fintech 2026, segundo a Finsiders
Entre os obstáculos ao avanço profissional, o ambiente predominantemente masculino foi citado por 59,8% e a cultura organizacional por 52%. Só 2,9% disseram não perceber barreiras. Criado em 2025 pelo Silva Lopes Advogados, o Women in Fintech reúne mulheres que atuam em fintechs, meios de pagamento, tecnologia e serviços financeiros.
Por que importa. Em 523 das 1.744 instituições reguladas não há nenhuma mulher na liderança. Para quem quer ter uma fintech, isso é oportunidade de negócio: mulheres empreendedoras e clientes atendidas por diretorias que não as enxergam são um mercado que pouca gente disputa, e uma fintech com liderança diversa chega a esse dinheiro antes da concorrência.
Fonte: Finsiders. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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