Agibank assume o patrocínio máster do Santos por 8 jogos no lugar da Novibet, barrada pela MP das bets
Banco volta a patrocinar um clube de futebol depois de mais de oito anos; Novibet pagava R$ 35 milhões fixos em contrato de três temporadas, hoje suspenso

Camisa do Santos com a marca Agibank. Foto: Divulgação/Santos FC
O Agibank é o novo patrocinador máster do Santos Futebol Clube até o fim da temporada de 2026, anunciou o clube nesta sexta-feira (16). A marca do banco vai ocupar o espaço principal da camisa do time masculino profissional em oito partidas, com estreia contra o Fluminense. Os valores não foram divulgados.
O acordo marca a volta do Agibank ao patrocínio de um clube de futebol depois de mais de oito anos. Segundo o Lance!, o banco aposta no momento de visibilidade do Santos, impulsionado por jogadores como Neymar, Coutinho e Gabigol, para se aproximar de diferentes públicos.
O espaço ficou livre depois que o Santos suspendeu, em setembro, a exposição da casa de apostas Novibet, por causa da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração e a publicidade das bets no Brasil. Desde o clássico contra o São Paulo, em 2 de outubro, o time jogou três partidas sem patrocinador máster: uma com o espaço em branco e duas com o Instituto Leão do Mar, projeto do próprio clube.
A Novibet era patrocinadora máster desde fevereiro, em contrato de três temporadas com pagamento fixo de R$ 35 milhões e variáveis que podiam chegar a R$ 85 milhões. O vínculo segue aberto, mas o clube não recebe as parcelas fixas enquanto a MP estiver em vigor.
“Parceria como essa é importante para manutenção de uma grande equipe e execução de projetos em desenvolvimento. Santos FC e Agibank vão jogar juntos”
Marcelo Teixeira, presidente do Santos FC
“A chegada do Agibank como patrocinador, ocupando uma das principais propriedades do nosso Manto Sagrado, é mais uma demonstração da força da marca Santos FC e da credibilidade da gestão”, disse Marcelo Teixeira, presidente do clube. “A busca de novas receitas é um foco permanente.”
Por que importa. com as bets fora das camisas, o espaço mais caro da publicidade esportiva do país ficou vago, e quem tem margem para disputar torcida são as financeiras. Para uma fintech, o recado é que conta, cartão e crédito para torcedor dão dinheiro suficiente para pagar a camisa de um gigante; e há nicho menor para quem começa: conta digital e cartão com a marca do clube, em que a fintech fatura com tarifa de intercâmbio e crédito e o clube, com a base de sócios.
Fonte: Lance! e Gazeta Esportiva. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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