Belvo vira conector oficial do Claude e leva dados de Open Finance de 2 países ao assistente da Anthropic
Usuários no Brasil e no México podem ligar as contas de graça e perguntar à IA sobre o próprio dinheiro; o próximo passo anunciado são pagamentos via Pix iniciados por agentes, ainda sem data

Pablo Viguera e Uri Tintoré, co-CEOs e cofundadores da Belvo. Foto: Divulgação/Belvo
A Belvo, plataforma de dados e pagamentos de Open Finance na América Latina, colocou o Belvo MCP no Claude, o assistente de inteligência artificial da Anthropic, como conector oficial. O anúncio foi feito em post no blog da empresa nesta quinta-feira (15) e noticiado pelo Let's Money nesta sexta-feira (16).
Com o conector, quem mora no Brasil ou no México pode ligar as próprias contas pela Belvo, sem custo pela conexão, e fazer perguntas ao assistente sobre o próprio dinheiro. No Brasil, o conector lê contas bancárias via Open Finance e registros de emprego do INSS; no México, registros de emprego do IMSS e dados fiscais do SAT. O post não informa se é preciso algum plano pago do Claude.
A ativação tem 4 passos: adicionar o conector no diretório do Claude, liberar o acesso, abrir uma conta na Belvo e conectar as contas. No exemplo dado pela empresa, o usuário pede as entradas e as principais categorias de gasto dos últimos três meses e recebe as entradas e saídas por conta, com um gráfico por categoria.
Segundo os engenheiros que assinam o texto, a cada pergunta o Claude escolhe entre ferramentas descritas pela Belvo, como saldos, transações, renda, histórico de emprego e notas fiscais, e a Belvo confere identidade, consentimento e escopo antes de responder, só com as contas autorizadas. As transações voltam categorizadas e num formato único para qualquer instituição.
“O que é preciso para um agente pagar com Pix, com segurança e em escala? É isso que vamos construir a seguir, e contaremos mais em breve.”
Engenheiros da Belvo, no blog da empresa (tradução livre)
Para empresas clientes, a Belvo oferece uma suíte de servidores MCP sobre a conexão já contratada. O Developer MCP e o Data Access MCP estão no ar no Brasil e no México, o Analytics MCP está no roadmap, e os servidores não têm custo extra: o cliente paga as chamadas de API. Os dados de emprego já sustentam acordos da Belvo no crédito, com a Dock e com a Gooroo.
A Belvo se apresenta como parceira oficial da Anthropic e diz que o Claude é o primeiro assistente com o conector, mas não o último. O próximo passo, ainda sem data, são os pagamentos agênticos, em que um agente de IA inicia, prepara ou conclui uma transação com aprovação da pessoa. “O que é preciso para um agente pagar com Pix, com segurança e em escala? É isso que vamos construir a seguir”, escrevem os engenheiros.
Por que importa. Por que importa: o Open Finance deixou de ser só tela de aplicativo e virou matéria-prima para assistentes de IA. A Belvo cobra por chamada de API, então cada pergunta feita a um agente vira receita para quem fornece o dado. A fintech que montar produtos sobre esses dados, como análise de crédito pelo histórico do INSS ou cobrança via Pix iniciada por agente, chega primeiro a um canal que ainda não tem dono.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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