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BTG vai levar gamificação à Conta Jovem, aberta a partir dos 8 anos, para fidelizar clientes desde a infância

Metade das contas ativas já aplica em CDB; a idade média de abertura é de 12 anos, e o banco quer reter o cliente depois dos 18

Por Redação Mundo das Fintechs · 12/10/2026 · 3 min de leitura
BTG vai levar gamificação à Conta Jovem, aberta a partir dos 8 anos, para fidelizar clientes desde a infância

Divulgação/BTG Pactual

O BTG Pactual vai incluir recursos de gamificação na Conta Jovem, voltada a crianças e adolescentes a partir dos 8 anos, para conquistar os filhos dos correntistas desde cedo. A informação foi publicada pelo E-Investidor, do Estadão, nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças. As dinâmicas de jogo serão incorporadas ao Minhas Finanças, ferramenta do banco que mostra entradas e saídas de dinheiro por categoria.

Hoje, os usuários da Conta Jovem já veem quanto gastam com alimentação e brinquedos, por exemplo. Nos próximos meses, o plano é permitir a definição de metas, como juntar dinheiro para um videogame no fim do ano ou para o presente do Dia das Mães, com sugestões personalizadas. “A ferramenta pode dizer que a criança gastou muito na cantina da escola e sugerir que, se gastasse menos, poderia economizar mais”, disse Bruna Bonamini, diretora executiva de banking do BTG Pactual.

Lançada em março de 2024, a Conta Jovem permite pagamentos, Pix e aplicações em CDB. Segundo o banco, metade das contas ativas da categoria já tem alguma aplicação nesse tipo de investimento, e a idade média de abertura é de 12 anos. Os pais acompanham tudo: recebem notificações dos gastos, definem limites de orçamento e podem acessar a conta do filho. Neste ano, a conta ganhou um assistente de inteligência artificial no WhatsApp, que responde por texto ou áudio.

Antes da Conta Jovem, os filhos dos clientes usavam cartões adicionais ligados à conta dos pais, modelo que, segundo Bonamini, não permitia Pix nem favorecia o aprendizado financeiro. Aos 18 anos, o cliente passa a controlar a própria conta, o responsável perde o acesso automático e produtos de crédito são liberados. A estratégia substitui a antiga aposta nas contas universitárias, que muitos clientes abandonavam ao fim da faculdade.

“Queremos que o jovem entenda que o banco vai atendê-lo em qualquer momento da vida dele”

Bruna Bonamini, diretora executiva de banking do BTG Pactual, ao Estadão

O BTG não está sozinho. O Bradesco oferece a conta nextJoy, com conteúdos de educação financeira por faixa etária, missões e desafios; o Inter tem a Conta Kids, para crianças de até 12 anos, e a Inter You, para adolescentes de 13 a 17 anos. Na semana passada, a XP lançou a Conta Menor, para menores de 18 anos investirem em renda fixa e ações.

Por que importa. Conta infantil é o cliente mais barato de conquistar e o mais longo de reter: entra aos 12 anos pelas mãos dos pais e chega aos 18 pronto para crédito e investimento. Uma fintech pode entrar nesse nicho com mesada digital, metas gamificadas e educação financeira, e ainda vender a solução pronta para bancos e cooperativas que não têm a sua.

Fonte: Estadão E-Investidor. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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