Digio e BS2 têm 1,58% ao mês, a menor taxa entre os digitais no crédito pessoal; SumUp tem a maior, 20,75%; mediana de 81 instituições é 5,10% (BC)
Levantamento do Mundo das Fintechs com o ranking semanal de juros do Banco Central mostra que, no crédito pessoal não consignado, a taxa média vai de 1,58% (Digio e BS2) a 12,28% ao mês (CloudWalk) entre os bancos digitais e fintechs citados

Marcos Magalhães, CEO do Banco BS2. Foto: Finsiders
Os juros do crédito pessoal não consignado, o empréstimo pessoal sem desconto em folha, tiveram mediana de 5,10% ao mês entre as 81 instituições que aparecem no ranking semanal de taxas do Banco Central para pessoa física. Os dados são da semana de 16 a 22 de outubro de 2026, a mais recente publicada pelo BC na base de taxas de juros por instituição, e foram organizados pelo Mundo das Fintechs. A média simples das 81 instituições foi de 6,97% ao mês.
A taxa mais alta da semana foi a da SumUp SCFI (20,75% ao mês, ou 861,16% ao ano), seguida pelo Banco Daycoval (17,89%) e pela Cobuccio SCFI (16,69%). Na outra ponta, a AL5 SCFI e o Banco RNX aparecem com 0,00% na base do BC, e a DM SCFI registrou 1,06% ao mês. Logo depois vêm o Banco Digio e o Banco BS2, empatados com 1,58% ao mês, as menores taxas entre os bancos digitais (quarto e quinto lugar entre as 81).
Entre bancos digitais e fintechs, a ordem foi: Digio e BS2 (1,58% ao mês), Banco Inter e C6 Consig (1,80%), C6 Bank (2,63%), BTG Pactual (2,78%), Banco XP (3,08%), Nu Financeira, do Nubank (6,34%), Agibank (7,94%), Neon Financeira (8,22%), Mercado Crédito, do Mercado Pago (8,67%), 99Pay (9,63%), PicPay (10,36%) e CloudWalk Financeira (12,28%).
Entre os grandes bancos, o Bradesco Financiamentos teve 2,63% ao mês, a Caixa 2,88%, o Santander 3,41%, o Banco do Brasil 3,50%, o Itaú Unibanco 4,05% e o Banco Bradesco S.A. 5,21%, este um pouco acima da mediana.
“20,75% ao mês: é a maior taxa média do crédito pessoal não consignado na semana, equivalente a 861% ao ano”
Dados do Banco Central (semana de 16 a 22 de outubro), organizados pelo Mundo das Fintechs
O ranking do Banco Central mostra a taxa média de cada instituição nas operações contratadas na semana, por modalidade, e é atualizado toda semana na página de taxas de juros do BC e na base de dados abertos. Não é a taxa que todo cliente paga: um cliente específico pode pagar mais ou menos, conforme o perfil de risco e o tipo de operação de cada instituição.
Por que importa. A distância entre as taxas médias passa de 19 pontos ao mês dentro da mesma modalidade (1,58% no Digio e no BS2 contra 20,75% na SumUp), e 40 das 81 instituições têm taxa média acima da mediana de 5,10%. Para quem monta fintech de crédito, a lista mostra onde há espaço: quem mede o risco do cliente com dados próprios ou de Open Finance pode emprestar abaixo da mediana e ainda ter margem.
Fonte: Banco Central do Brasil (taxas de juros por instituição financeira, dados abertos). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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