BTG Pactual tira contas internacionais do Regent Bank e migra clientes para o próprio banco nos EUA a partir de 15 de novembro
Clientes da Conta Banking Internacional têm até 3 de dezembro para aceitar os novos termos do BTG Pactual Bank, N.A., que nasceu da compra do M.Y. Safra; sem o aceite, conta e cartão serão cancelados

Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual · Luiz Prado/LSP, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
O BTG Pactual começou a migrar a plataforma de contas internacionais para dentro do banco que o grupo opera nos Estados Unidos desde janeiro, quando concluiu a compra do M.Y. Safra, informou a Bloomberg Línea nesta quarta-feira (21). Os clientes passaram a receber avisos pelo WhatsApp e pelo aplicativo de que a Conta Banking Internacional será atendida pelo BTG Pactual Bank, N.A., instituição membro do FDIC, o fundo garantidor de depósitos americano.
Hoje, a custódia dos investimentos desses clientes fica com a corretora americana do BTG, e os serviços bancários são prestados por um banco parceiro nos EUA, o Regent Bank. A migração leva essa parte bancária para dentro do grupo.
Segundo os comunicados, a conta atual será encerrada e uma nova será aberta no banco americano a partir de 15 de novembro. Para manter a conta e os serviços, o cliente precisa aceitar os novos termos até 3 de dezembro, pelo app BTG Investimentos ou pelo BTG Banking; sem a confirmação, conta e cartão serão cancelados. Quem tem cartão de débito físico precisa confirmar o endereço para receber um novo, e os cartões virtuais serão gerados automaticamente. App, produtos e dados cadastrais não mudam.
O BTG lançou as contas internacionais em novembro de 2023, na disputa com Itaú, Inter, Nomad e Avenue pelo investidor brasileiro que quer ativos no exterior. Em julho, Renato Moritz, sócio e co-CEO da corretora americana do BTG, disse à Bloomberg Línea que as contas seriam migradas para a nova estrutura em data ainda não definida. A licença permite ao BTG captar depósitos e conceder crédito nos EUA; em agosto, o CFO Renato Cohn afirmou que a operação já recebia depósitos em dólar, mas que ainda dependia de mudanças de plataforma e tecnologia ao longo de 2026 e 2027. O BTG não comentou de imediato.
“As contas internacionais seriam migradas para a nova estrutura, em data que ainda não estava definida.”
Renato Moritz, sócio e co-CEO da corretora americana do BTG, em entrevista à Bloomberg Línea em julho (paráfrase)
Por que importa. Boa parte das contas em dólar oferecidas no Brasil roda em cima de um banco parceiro americano, como o Regent Bank fazia para o BTG. Quem cresce nesse mercado acaba querendo trazer a parte bancária para casa e ficar com a margem do depósito e do cartão. Para uma fintech, há dinheiro nas duas pontas: ser o banco ou a plataforma que aluga essa estrutura para quem ainda não tem licença lá fora, ou montar a conta global em cima dela e ganhar no câmbio e no investimento.
Fonte: Bloomberg Línea. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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