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Inter reestrutura comando: Alexandre Riccio vira COO global e ex-CEO da Midway chega para crescer no Brasil, onde o banco tem 9% do Pix

João Vitor Menin fica como CEO global, o cargo de CEO Brasil deixa de existir e Francisco Santos assume em novembro como Chief Growth Officer para acelerar crédito e serviços entre os 45 milhões de clientes.

Por Redação Mundo das Fintechs · 13/10/2026 · 3 min de leitura
Inter reestrutura comando: Alexandre Riccio vira COO global e ex-CEO da Midway chega para crescer no Brasil, onde o banco tem 9% do Pix

O Inter anunciou uma reestruturação no comando, informou o NeoFeed nesta terça-feira (13). João Vitor Menin fica à frente da operação como CEO global do Inter&Co, e dois cargos novos de vice-presidente sênior passam a se reportar diretamente a ele. O modelo com dois CEOs, adotado há pouco mais de dois anos, acaba: o cargo de CEO Brasil deixa de existir.

Alexandre Riccio, que está há 13 anos no Inter e comandava o Brasil, passa a ser Chief Operating Officer global e vice-chairman do conselho de administração. A missão dele é levar o modelo operacional do banco digital para outros países. Hoje o Inter está nos Estados Unidos e na Argentina e planeja chegar a outros países da região.

Para o Brasil, o banco contratou Francisco Santos, CEO da Midway, a financeira do grupo Guararapes, dono da Riachuelo. Ele assume em novembro como vice-presidente executivo e Chief Growth Officer, com foco em crescer e aumentar a receita por cliente com crédito e serviços. Santos já passou por PicPay, Cielo, Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual.

Segundo Menin, o Inter tem 9% de participação no Pix, mas só de 2% a 3% em áreas como cartão, crédito imobiliário e consignado. “É o nosso principal mercado, a nossa ‘vaca leiteira’ e temos um potencial enorme”, disse o executivo. “É uma dupla de ataque de primeiríssima linha, com foco forte na parte operacional com o Alexandre e em growth com o Francisco.”

“É o nosso principal mercado, a nossa ‘vaca leiteira’ e temos um potencial enorme”

João Vitor Menin, CEO global do Inter&Co

A mudança vem depois de o banco adotar a meta batizada de “Rule of 50”, em que a soma do crescimento da receita com o retorno sobre o patrimônio (ROE) tem de passar de 50%. O Inter tem 45 milhões de clientes, R$ 180 bilhões em recursos de clientes e valor de mercado de US$ 3,4 bilhões na Nasdaq.

No segundo trimestre de 2026, o banco teve o 13º trimestre seguido de lucro, de R$ 421 milhões, alta de 34% em um ano. A receita líquida somou R$ 2,6 bilhões, o ROE chegou a 16,3% e a margem financeira passou de 10% pela primeira vez, a 10,1%.

Por que importa. O Inter tem 9% do Pix, mas só 2% a 3% do cartão e do crédito: o Pix traz o cliente de graça, e o dinheiro está em vender crédito para quem já usa a conta. Uma fintech que já movimenta Pix de uma base fiel, num nicho como autônomos, lojistas ou condomínios, pode montar crédito, cartão ou consignado em cima desse fluxo com um parceiro de BaaS, sem gastar de novo para atrair cliente.

Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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