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Na contramão dos bancões, Mercantil quer passar de 352 para até 600 agências e lojas para triplicar sua fatia no INSS

Banco do CEO Gustavo Araújo abriu 84 unidades desde junho de 2024, origina 78% do crédito por app e WhatsApp e viu o lucro recorrente ir de R$ 201 milhões para R$ 1,008 bilhão em três anos

Por Redação Mundo das Fintechs · 21/10/2026 · 3 min de leitura
Na contramão dos bancões, Mercantil quer passar de 352 para até 600 agências e lojas para triplicar sua fatia no INSS

Gustavo Araújo, CEO do Banco Mercantil · Foto: Bruno Gonzaga/Divulgação Banco Mercantil

O Banco Mercantil quer ampliar em cerca de 70% sua rede física, das atuais 352 agências e lojas para um total entre 500 e 600 unidades, sem prazo definido, segundo entrevista do CEO Gustavo Araújo ao NeoFeed publicada nesta terça-feira (20). A aposta é no público acima de 50 anos, a chamada geração prateada, e nos pagamentos de benefícios do INSS.

Pelos cálculos do banco, nas cidades onde ele tem agência ou loja a participação nos pagamentos de benefícios previdenciários sobe de cerca de 5,5% para 15%. A expansão regional começou em junho de 2024 e já abriu 84 unidades, escolhidas pelo cruzamento de população, número de aposentados, perfil demográfico e PIB.

“Vamos expandir onde os bancões estão encolhendo. Isso também passa a ser uma vantagem competitiva”, afirmou Araújo. Um levantamento divulgado neste ano aponta que Itaú, Bradesco e Santander fecharam, juntos, 837 agências em 12 meses.

A rede física convive com uma operação de crédito cada vez mais digital: no segundo trimestre de 2026, aplicativo e WhatsApp responderam por 78% da originação, e a adesão ao app na abertura de contas chegou a 86%. Antes das restrições recentes ao consignado, o banco chegou a originar em média R$ 1 bilhão por mês só pelo WhatsApp. O consignado INSS responde por 62% da carteira, e o consignado privado, por 12%.

“Vamos expandir onde os bancões estão encolhendo. Isso também passa a ser uma vantagem competitiva”

Gustavo Araújo, CEO do Banco Mercantil

Outra frente é um clube de assinaturas com telemedicina, assistência odontológica e descontos em farmácias, academias e pet. Segundo o CEO, o negócio gerou R$ 1,126 bilhão em receita em 12 meses, alta de 86%. A base chegou a 10,2 milhões de clientes em junho, 53% deles com operação de crédito, e 86% das captações vêm de canais próprios, muitas vezes abaixo de 100% do CDI.

O lucro anual do Mercantil passou de R$ 201 milhões em 2022 para R$ 1,008 bilhão recorrente em 2025. No primeiro semestre de 2026, foi de cerca de R$ 549 milhões, com carteira de crédito de R$ 25 bilhões em junho. O Agibank também combina atendimento presencial e tecnologia para disputar clientes pouco atendidos pelos grandes bancos.

Por que importa. O aposentado brasileiro virou um dos clientes mais rentáveis do mercado: recebe todo mês, tem crédito com desconto em folha e paga por serviços como telemedicina e descontos. Os bancões estão saindo das cidades menores, e quem chega com atendimento próximo e produto simples fica com o benefício, o crédito e a assinatura. Para uma fintech, o nicho da geração prateada (consignado, assinatura de serviços, conta para receber o benefício) ainda tem muito espaço.

Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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