Revolut encerra cripto no Brasil e vende ativos que restarem em 25 de novembro
Fintech britânica suspendeu as compras em 21 de outubro, às vésperas do prazo de 30 de outubro para os pedidos de autorização no Banco Central, e diz que segue no país com a conta multimoedas

Glauber Mota, CEO da Revolut Brasil. Foto: Divulgação
A Revolut, fintech britânica, vai encerrar a oferta de criptomoedas no Brasil. As compras de bitcoin e outros ativos digitais foram suspensas em 21 de outubro, e os clientes têm até 24 de novembro para vender o que possuem. No dia 25, a empresa venderá automaticamente as posições que sobrarem, pelo preço de mercado, e creditará o valor em dólares na conta internacional do cliente. A decisão foi confirmada ao Portal do Bitcoin nesta sexta-feira (23).
A mudança acontece às vésperas de 30 de outubro, prazo do Banco Central para que as empresas que já operavam com cripto peçam autorização dentro das novas regras, publicadas em novembro de 2025 nas Resoluções BCB nº 519, 520 e 521. As normas trazem exigências de capital mínimo, governança, controles internos, custódia, segurança cibernética e prevenção à lavagem de dinheiro.
Até agora, o serviço de cripto para brasileiros era prestado pela Revolut Technologies Singapore, supervisionada pela autoridade monetária de Singapura. Em setembro, a Revolut havia avisado os clientes que pretendia levar as contas para uma Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) própria no Brasil, com negociação em reais. O plano mudou: segundo a empresa, o modelo atual, oferecido pela plataforma multimoedas, exige ajustes, e ela optou por priorizar outras frentes de produto no país enquanto avalia uma eventual retomada, sem data.
A Revolut não sai do Brasil, onde opera desde 2023, e mantém a conta global multimoedas, os pagamentos e as transferências internacionais. A operação global de cripto também segue: na segunda-feira (19), a fintech obteve licença para serviços de ativos digitais em Gibraltar, somada às que já tem no Reino Unido e na União Europeia.
“A Revolut decidiu pausar temporariamente sua oferta de criptomoedas no Brasil para adaptar seus serviços à evolução do ambiente regulatório do país.”
Revolut, em nota ao Portal do Bitcoin
A nova regra vem reorganizando o setor no país. Coinext, NovaDAX e Digitra.com anunciaram o fim das operações no Brasil, enquanto Bybit e OKX confirmaram pedidos de autorização para continuar.
Por que importa. Cada empresa que desiste de pedir licença de cripto deixa clientes procurando onde investir. Quem já tem a SPSAV autorizada, ou oferece cripto por meio de um parceiro licenciado, pode ganhar esses clientes e a receita de corretagem e custódia que vem com eles.
Fonte: Portal do Bitcoin. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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