Revolut mais que triplica o capital no Brasil, para R$ 326,9 milhões, e BC libera a Ainar, nova fintech de crédito e cartão
No mesmo bloco do Diário Oficial de 20/10, a Bullla deixou de ser plataforma de empréstimo entre pessoas e a BPCE Equipment Solutions virou banco múltiplo

Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut, no TechCrunch Disrupt 2018. Foto: TechCrunch/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A sociedade de crédito direto (SCD) da Revolut, banco digital britânico fundado por Nik Storonsky, passou de R$ 105,4 milhões para R$ 326,9 milhões de capital no Brasil, um reforço de R$ 221,5 milhões. O aval do Banco Central saiu no Diário Oficial da União da terça-feira (20), segundo o Fatos de Mato Grosso.
O aumento foi aprovado pelos acionistas em assembleia de 25 de setembro e homologado pelo BC em 16 de outubro. É a licença que a Revolut usa para operar no país: a SCD empresta com recursos próprios e não capta depósitos do público. Quando recebeu a autorização, em 2023, a operação brasileira começou com pouco mais de R$ 5 milhões de capital.
No mesmo bloco de decisões, o BC autorizou o funcionamento da Ainar Sociedade de Crédito Direto, com sede em São Paulo e capital inicial de R$ 15 milhões. Além de conceder crédito, a nova fintech poderá atuar como emissora de moeda eletrônica, o que permite manter contas de pagamento, e como emissora de instrumento de pagamento pós-pago, categoria do cartão de crédito. O controlador é Leonardo da Costa Bittar, e a autorização foi assinada em 14 de outubro.
A Bullla fez o caminho contrário. A empresa era uma sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP), modelo em que a plataforma liga quem quer emprestar a quem precisa de crédito, mudou o objeto social para Bullla Serviços de Cobranças e teve a autorização cancelada em 16 de outubro. O pedido de cancelamento havia sido feito em julho, segundo comunicado do BC. Já a BPCE Equipment Solutions, do grupo francês BPCE, foi autorizada a se transformar em banco múltiplo.
“Sociedades de crédito direto são fintechs autorizadas a emprestar dinheiro com recursos próprios, sem captar depósitos do público.”
Fatos de Mato Grosso, ao explicar a licença usada pela Revolut no país
Por que importa. Uma SCD com R$ 15 milhões de capital já sai autorizada a dar crédito, abrir conta e emitir cartão, o pacote completo de receita de uma fintech: juros, tarifa de intercâmbio e saldo em conta. A Revolut pôr R$ 221,5 milhões a mais mostra o tamanho da aposta no crédito ao brasileiro, e quem tem nicho e dados de cliente pode disputar esse mercado com licença própria ou pelo BaaS.
Fonte: Fatos de Mato Grosso (com base no Diário Oficial da União). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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