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CRÉDITO PARA PMES

SumUp vira financeira, lança cartão de crédito e prepara capital de giro para 2027

Com licença de SCFI concedida pelo Banco Central em agosto, a dona de maquininhas quer depender menos da adquirência; carteira de crédito no Brasil era de R$ 33,5 milhões em junho

Por Redação Mundo das Fintechs · 21/10/2026 · 3 min de leitura
SumUp vira financeira, lança cartão de crédito e prepara capital de giro para 2027

Mariana Lazaro, CEO da SumUp no Brasil. Foto: SumUp/Divulgação

A SumUp, fintech de pagamentos de origem europeia, vai ampliar a oferta de crédito para micro e pequenas empresas no Brasil para depender menos das maquininhas. A empresa começou a liberar aos poucos um cartão de crédito para os clientes e, em 2027, deve lançar capital de giro, empréstimo com garantia e outras modalidades, segundo a Coluna do Broadcast, do Estadão, publicada nesta quarta-feira (21).

O movimento vem poucos meses depois de a SumUp obter, em agosto, autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI). A licença amplia as fontes de captação para financiar a carteira, inclusive com a emissão de CDBs. “Com essa licença, nosso foco está em crescimento”, disse a CEO da SumUp no Brasil, Mariana Lazaro.

Pelos dados do Banco Central citados pela coluna, a carteira de crédito da SumUp no Brasil somava R$ 33,5 milhões em junho, e a operação brasileira teve prejuízo de R$ 40,1 milhões no primeiro semestre. A empresa não abre os números locais, mas diz que o país está entre os cinco maiores mercados do grupo, que atende mais de 4 milhões de micro e pequenos lojistas em 37 países.

“A adquirência sozinha virou uma commodity, então o nosso diferencial é essa combinação entre software gratuito, crédito justo e a maquininha”, afirmou Lazaro. A estratégia se parece com a de concorrentes como PagBank e Stone: a SumUp oferece de graça um software de gestão (cadastro, estoque, vendas e parte fiscal) e não cobra tarifa no Pix, para atrair e reter lojistas e ganhar dinheiro com serviços mais rentáveis.

“A adquirência sozinha virou uma commodity, então o nosso diferencial é essa combinação entre software gratuito, crédito justo e a maquininha.”

Mariana Lazaro, CEO da SumUp no Brasil, à Coluna do Broadcast

A empresa vai seguir apostando na antecipação de recebíveis, a parte mais rentável da adquirência, usada por cerca de 90% dos clientes no Brasil. Para isso, concluiu a captação de R$ 700 milhões em três FIDCs, já noticiada pelo Mundo das Fintechs.

Por que importa. A maquininha virou porta de entrada, e o lucro está no crédito ao lojista: quem já vê as vendas do cliente todo dia sabe quanto ele pode pagar. A fintech que junta meio de pagamento, software de gestão grátis e uma licença de financeira transforma o fluxo de vendas em carteira de crédito e capta barato com CDB e FIDC.

Fonte: Estadão (Coluna do Broadcast). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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