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UnblockPay, infraestrutura de stablecoins que já movimentou R$ 300 milhões, pede licença de corretora ao BC e eleva a 12 os pedidos conhecidos

Fintech fundada em 2025 por Lucca Freire, que antes criou uma empresa de banking as a service comprada pela Stone, quer operar também no mercado de câmbio

Por Redação Mundo das Fintechs · 19/10/2026 · 3 min de leitura
UnblockPay, infraestrutura de stablecoins que já movimentou R$ 300 milhões, pede licença de corretora ao BC e eleva a 12 os pedidos conhecidos

Fabio Thiele, Lucca Freire (CEO) e Pedro Henrique Campo, fundadores da UnblockPay: Divulgação/UnblockPay

A UnblockPay, fintech brasileira de infraestrutura para pagamentos internacionais com stablecoins, pediu ao Banco Central autorização para funcionar como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), na modalidade de corretora e com participação no mercado de câmbio, informou o BitNotícias nesta segunda-feira (19). O pedido foi feito pela Unblock Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda.

A informação foi confirmada ao site por Nicole Meneghetti, responsável pelas áreas de compliance e jurídico da empresa. Com a Unblock, sobe para 12 o número de pedidos conhecidos no acompanhamento do BitNotícias: sete têm processo identificado nas consultas públicas do BC, quatro foram anunciados pelas próprias empresas e um foi indeferido.

A UnblockPay foi fundada em 2025 e atende empresas. Por meio de APIs, oferece conversão entre moedas tradicionais e stablecoins como USDT e USDC, pagamentos internacionais, contas virtuais, carteiras digitais e entrada e saída de recursos do mercado de ativos digitais. O CEO e um dos fundadores, Lucca Freire, participou antes da criação de uma fintech de banking as a service que depois foi comprada pela Stone.

Em outubro de 2025, segundo o Brazil Journal, a empresa já tinha o Mercado Bitcoin como cliente e havia recebido R$ 3 milhões numa rodada pré-seed. Em fevereiro de 2026, de acordo com o NeoFeed, atendia cerca de 40 clientes e tinha movimentado mais de R$ 100 milhões. Em março, captou US$ 4,5 milhões numa rodada seed liderada pela Prelude, com Plug and Play, Wintermute, Reverie, Signature Ventures e Crescera Capital, e disse ter processado mais de R$ 300 milhões no primeiro ano de operação.

“A companhia entrou com seu pedido de autorização como SPSAV corretora, com participação no mercado de câmbio”

Nicole Meneghetti, responsável pelas áreas de compliance e jurídico da UnblockPay, ao BitNotícias

O pedido chega poucos dias depois dos da Crown, emissora da stablecoin BRLV, da OKX e da Brasil Bitcoin. Entre os que já têm processo público estão Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange. O levantamento mostra peso grande de negócios de stablecoin: Unblock, Crown, Mazzera e Transfero usam ativos atrelados ao real ou ao dólar para pagamentos, conversão de moedas, liquidação e transferências internacionais.

Pela Instrução Normativa BCB nº 704, as empresas que já estavam em atividade têm até 30 de outubro para entregar a documentação da primeira fase de autorização. A partir de 6 de novembro, a Resolução BCB nº 589 restringe bancos, instituições de pagamento e outras entidades autorizadas de operar com prestadoras de ativos virtuais que não estejam autorizadas ou amparadas pelas exceções. O BC já negou um pedido, o da Higherway Tech Soluções, a Higher Global Payments, em decisão de 25 de agosto publicada no Diário Oficial em 28 de setembro.

Por que importa. Pagamento internacional para empresa sempre foi caro e lento, e a stablecoin virou o atalho. Quem monta a camada de API entre o real, o dólar digital e o câmbio cobra em cada conversão e cada remessa, e a licença do BC vira barreira de entrada: a UnblockPay passou de R$ 300 milhões processados em um ano vendendo só para outras empresas.

Fonte: BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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