Agibank sobe 8,9% e é a única das 7 fintechs brasileiras em Nova York a fechar a semana em alta
Inter cai 11,68%, Nu Holdings recua 9,59% e Stone, 9,32%, depois da euforia da semana anterior; Agibank anunciou patrocínio master do Santos nesta sexta

Divulgação/Agibank
O Agibank (AGBK) foi a única das sete fintechs brasileiras negociadas nas bolsas dos Estados Unidos a terminar em alta a semana de 12 a 16 de outubro. A ação do banco subiu 8,90% e fechou a US$ 7,34 nesta sexta-feira (16), ganho de US$ 0,60 por papel, segundo levantamento do Finsiders Brasil.
No mesmo dia, o Agibank anunciou que passa a estampar a marca na camisa do Santos Futebol Clube como patrocinador principal. A alta, porém, veio ao longo da semana, e a ação vinha de uma sequência de desvalorização, o que sugere recuperação de preço como parte da explicação.
As outras seis caíram. O Inter (INTR) teve a maior queda, de 11,68%, para US$ 6,73. A Nu Holdings (NU), dona do Nubank, recuou 9,59%, para US$ 14,56. A Stone (STNE) perdeu 9,32%, para US$ 11,28, e a XP Inc. (XP) caiu 9,03%, para US$ 29,23, a maior perda em dólares do grupo (US$ 2,90), depois de ter subido 21,58% na semana anterior.
PicPay (PICS) e PagBank (PAGS) caíram menos: 2,80%, para US$ 13,17, e 1,26%, para US$ 11, respectivamente. Na semana anterior, o PicPay havia disparado 33,46%, a maior alta do grupo.
“Quem compra o boato precisa estar pronto para vender antes da notícia”
Finsiders Brasil, na análise da semana das fintechs brasileiras listadas nos EUA
Duas causas explicam a semana ruim. No Brasil, as pesquisas voltaram a mostrar disputa apertada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, e o mercado desfez parte da aposta em juros mais baixos. Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em setembro e levou a inflação em 12 meses a 3,7%, o que alimentou o temor de juros altos por mais tempo. O Nasdaq caiu 4,5% na semana e o S&P 500, 1,9%.
Por que importa. Banco que vive de crédito e de captação sofre quando o juro fica incerto, como Inter e Stone mostraram. Para quem quer ter fintech, aí está o dinheiro: estruturar funding barato e estável (FIDC, securitização) ou cobrar por serviço, como tarifa e assinatura, gera receita que não depende da Selic e atrai investidor justamente quando os rivais caem.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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