XP cai 48%, Agibank 37% e Nubank 17%: as sete fintechs brasileiras em Nova York fecham em queda no 1º pregão após a reeleição de Lula
Ações de XP, Agibank, PicPay, Inter, Stone, PagBank e Nubank recuaram de 17% a 48% nesta segunda-feira (26) na Nasdaq e na NYSE, segundo os dados de fechamento

Variação das ações no fechamento de 26/10/2026. Fonte: Nasdaq e Yahoo Finance. Arte: Mundo das Fintechs
As sete fintechs brasileiras com ações negociadas nas bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda nesta segunda-feira (26), primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). As perdas foram de 16,95% (Nubank) a 48,36% (XP), segundo os dados de fechamento da Nasdaq, conferidos também no Yahoo Finance.
A XP Inc. (XP) teve a maior queda: a ação recuou 48,36%, de US$ 30,41 na sexta-feira (23) para US$ 15,71. Em seguida vieram o Agibank (AGBK), com queda de 37,40%, a US$ 4,75; o PicPay (PICS), com 36,38%, a US$ 8,78; e o Inter (INTR), com 34,91%, a US$ 4,68.
A StoneCo (STNE), dona da Stone, caiu 27,44%, a US$ 8,33, e a PagSeguro (PAGS), dona do PagBank, 25,22%, a US$ 8,56. A Nu Holdings (NU), controladora do Nubank, recuou 16,95%, a US$ 12,59. Os sete fecharam a sexta-feira (23) em alta.
No pré-mercado, antes da abertura, a queda da XP chegou a 45,3%, segundo o Investing.com. Ao longo do dia, o Ibovespa teve o primeiro circuit breaker desde março de 2020, e o dólar comercial abriu em alta de mais de 8%, segundo o InfoMoney.
“Gestão de portfólio de longo prazo se faz com serenidade, disciplina”
Rodrigo Sgavioli, sócio e head de alocação da XP, ao InfoMoney
Segundo o Valor Investe, as duas maiores do grupo estão expostas de formas diferentes: a XP depende da atividade dos investidores e da distribuição de produtos financeiros, e o Nubank, que atua principalmente com serviços bancários e crédito, está exposto às perspectivas para juros, inadimplência e consumo das famílias. O Valor Econômico registrou queda de mais de 22% nos ADRs de bancos brasileiros pela manhã.
Analistas da própria XP comentaram o dia ao InfoMoney. Para Rodrigo Sgavioli, sócio e head de alocação da casa, a variável que mais deve pesar sobre os ativos é a fiscal. Raphael Figueredo, estrategista de ações da XP, disse que o circuit breaker serve para “evitar levar esse pânico de mercado ao extremo” e recomendou evitar “comportamento nos extremos de mercado, seja na extrema euforia ou no extremo pânico”.
O movimento é o inverso do registrado depois do primeiro turno: em 5 de outubro, as mesmas sete ações subiram de 13% a 31% em Nova York. Para o que já está decidido e o que ainda depende do Congresso e do Banco Central no novo mandato, leia a reportagem do Mundo das Fintechs sobre o que muda para fintechs, FIDCs e crédito.
Por que importa. As fintechs brasileiras listadas fora têm operações concentradas no Brasil, como lembra o Valor Investe, então o preço delas em dólar reage ao humor com o país no mesmo dia. Para quem monta ou dirige uma fintech, um dia assim mostra o peso do custo de captação e do apetite do investidor no negócio: crédito, antecipação de recebíveis e distribuição de investimentos ganham ou perdem valor conforme juros e câmbio, e quem tem funding diversificado atravessa melhor esses períodos.
Fonte: Nasdaq, Yahoo Finance, Valor Investe, InfoMoney e Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Pagamentos
Rendix, do Rendimento Pay, lança Pix parcelado em até 12 vezes para brasileiros pagarem no exterior em 220 mil lojas de 10 países
Nova função de link de pagamento leva o parcelamento, que já responde por 43% do valor gasto no cartão de crédito no Brasil, para compras de turistas brasileiros fora do país

- Pagamentos internacionais
Sokin, fintech de câmbio que movimenta US$ 11 bilhões por ano, vira patrocinadora de manga e parceira de pagamentos do Chelsea
Acordo de vários anos põe a marca da fintech londrina nas camisas masculina, feminina e da base e entrega a ela os pagamentos e o câmbio do clube

- FIDCs
Desenrola 3.0: União vai comprar até R$ 15 bilhões em dívidas com desconto de 90%, e FIDCs têm até 30 de outubro para ofertar carteiras
Bancos, seguradoras e fundos de direitos creditórios precisam manifestar interesse nesta semana; leilão pode levar o desconto a 97% e a compra só sai em 2027

- Tokenização
BBChain passa de 5 mil transações por segundo em rede de tokenização testada no laboratório do Banco Central
Nos testes do LiftLab, a rede da startup subiu de 1.700 para mais de 5.000 TPS, com uma CCB tokenizada como caso de uso e infraestrutura da IBM Cloud

