BS2 leva conta global white label ao Banestes e mira 1,7 milhão de usuários do banco capixaba
Banco que já tem cerca de 250 mil contas internacionais abertas e 11 parceiros fornece tecnologia, suporte e operação; o Banestes entra com a marca

Ajmcbarreto/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
O BS2 fechou parceria para levar a sua conta global em modelo white label, com a marca do parceiro, aos 1,7 milhão de usuários do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O acordo foi noticiado pela Coluna do Broadcast, do Estadão, nesta quinta-feira (15).
Pelo arranjo, o BS2 fornece a estrutura tecnológica, o suporte e a operação, e o Banestes coloca a identidade visual. Hoje o produto ainda funciona por um aplicativo terceiro, mas o BS2 planeja liberar até o fim do ano uma função para integrar a conta global ao canal digital do parceiro, sem que o cliente precise sair do app do próprio banco.
“A ideia é que, eventualmente, o parceiro vai desenvolver as próprias telas dentro do próprio app, que vai se conectar conosco via API”, disse à coluna Carlos Eduardo de Andrade, diretor executivo de câmbio do BS2.
O BS2 tem cerca de 250 mil contas internacionais abertas e atua com 11 parceiros, entre eles o Banrisul e o perfil Perrengue Chique, do Instagram. Cerca de 60% da base da operação ainda vem da conta do próprio BS2, e a expectativa é que essa fatia caia para a faixa de 40% a 45%. O banco negocia com outros interessados e prevê que os próximos acordos sejam com instituições financeiras.
“A nossa experiência diz que uma instituição financeira é bem mais eficiente para vender a conta”
Carlos Eduardo de Andrade, diretor executivo de câmbio do BS2
“A nossa experiência diz que uma instituição financeira é bem mais eficiente para vender a conta”, afirmou Andrade. Segundo a coluna, o white label acelera o desenvolvimento da ferramenta, dilui custos e amplia a prateleira de produtos para clientes já fidelizados aos seus bancos.
Antigo Banco Bonsucesso, o BS2 é controlado pela família mineira Pentagna Guimarães e, desde 2021, foca em pessoa jurídica. A conta multimoedas ficou no grupo sob a marca Go!multi: dá acesso a dólar americano, canadense e australiano, euro e libra, com conversão instantânea e cartão de débito Mastercard. O mercado tem Revolut, Wise e Nubank na disputa, e a receita costuma vir do spread de câmbio e de tarifas.
Por que importa. Conta global é produto que quase ninguém precisa construir do zero: quem já tem a licença e a operação de câmbio aluga a infraestrutura e ganha no spread de cada conversão, enquanto o parceiro entra com a marca e a base de clientes. Para uma fintech com público fiel, plugar uma conta em dólar e euro via API é receita nova sem montar uma corretora de câmbio.
Fonte: Estadão (Coluna do Broadcast). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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