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Circle, dona do USDC de US$ 72,6 bilhões, mira cerca de 50 mercados emergentes, incluindo a América Latina

CEO Jeremy Allaire diz que as stablecoins saem da fase dos primeiros usuários para a escala; compra da Tazapay por US$ 400 milhões dá acesso a redes locais em mais de 100 mercados

Por Redação Mundo das Fintechs · 17/10/2026 · 3 min de leitura
Circle, dona do USDC de US$ 72,6 bilhões, mira cerca de 50 mercados emergentes, incluindo a América Latina

Jeremy Allaire, CEO da Circle. MoneyConf/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Circle, emissora do USDC, a segunda maior stablecoin do mundo, planeja expandir a atuação para cerca de 50 mercados emergentes e em desenvolvimento, com foco no Sudeste Asiático, na América Latina e no Oriente Médio. O plano foi contado pelo CEO Jeremy Allaire em entrevista à agência Reuters nesta sexta-feira (16), segundo o CoinDesk.

De acordo com Allaire, empresas e pessoas físicas dessas regiões recorrem cada vez mais às stablecoins, criptomoedas com valor atrelado 1 para 1 a uma moeda tradicional, para pagamentos e outros serviços financeiros. Entrar em mais países coloca a Circle em disputa direta com bancos e empresas de pagamento pelo mercado de remessas e transferências internacionais.

O USDC tem cerca de US$ 72,6 bilhões em circulação, segundo dados do CoinDesk, e responde por aproximadamente um quarto do mercado de stablecoins. A líder é a USDT, da Tether, com quase 60%.

A expansão se apoia em movimentos recentes da empresa: a compra da Tazapay, de Singapura, por US$ 400 milhões, acertada em setembro, que dá acesso a redes bancárias e de pagamento locais em mais de 100 mercados; o lançamento da Arc, blockchain própria voltada a pagamentos e transações financeiras; e a aprovação, em julho, para operar como banco fiduciário federal nos Estados Unidos.

“Estamos passando por um ponto de inflexão, uma transição neste momento”

Jeremy Allaire, CEO da Circle, em entrevista à Reuters

“Estamos passando por um ponto de inflexão, uma transição neste momento”, disse Allaire, para quem a tecnologia sai da fase dos primeiros usuários e entra na fase de escala. Ele atribuiu parte do avanço a regras mais claras, como o GENIUS Act americano, e citou o uso crescente do USDC por agentes de inteligência artificial que fazem pequenos pagamentos sozinhos. “Por muito tempo o setor bancário lutou com sucesso para manter os outros de fora, e acho que ele não está mais no comando”, afirmou.

Por que importa. quando a emissora da segunda maior stablecoin do mundo decide brigar país a país por remessas e pagamentos internacionais, é porque o dinheiro está na ponta local: quem conecta o USDC à conta, ao Pix e ao caixa da empresa. No Brasil, a fintech que fizer essa ponte para exportadores, importadores e quem recebe do exterior ganha spread de câmbio e tarifa em cada transferência, num mercado que a própria Circle diz estar só começando a escalar.

Fonte: CoinDesk, com Reuters. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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