OKX, 4ª maior exchange do Brasil, pede licença de corretora cripto ao Banco Central a 2 semanas do prazo de 30 de outubro
A exchange pediu autorização como SPSAV na categoria corretora e também para operar câmbio; outras 8 empresas já têm pedidos em análise

Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil. Divulgação/OKX
A OKX, corretora internacional de criptomoedas sediada nas Ilhas Seychelles, protocolou nesta sexta-feira (16) no Banco Central o pedido para se tornar uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV) no Brasil, informou a Exame neste sábado (17). O pedido é na categoria de corretora, que abrange custódia e intermediação, e a empresa também busca autorização para operar no mercado de câmbio.
O pedido chega pouco antes de 30 de outubro, prazo final para que as empresas que operam com criptomoedas no país enviem ao BC os pedidos de autorização. Quem não protocolar a solicitação de SPSAV, que envolve requisitos de governança, capital mínimo e compliance, ficará proibido de operar cripto no Brasil.
Segundo o ranking Livecoins citado pela Exame, a OKX é a quarta maior exchange do Brasil em volume negociado nas últimas 24 horas, atrás de Binance, Foxbit e BrasilBitcoin. Com isso, a empresa dá a largada no processo de autorização das maiores plataformas que atuam no país.
Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil, Onda Finance e Wynx Exchange já têm pedidos sob análise do BC. A Crown, emissora da stablecoin de real BRLV, protocolou o seu na quinta-feira (15). Em setembro, o BC indeferiu o pedido de registro da Higherway Tech Soluções, conhecida como Higher Global.
“Protocolar esse pedido é a materialização de anos de investimento em infraestrutura, time e governança no Brasil.”
Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, em nota
A OKX afirma que o pedido segue a Resolução 520 do BC, que exige segregação patrimonial, contas individualizadas em reais por meio de um parceiro de banking as a service e prova de reservas verificável on-chain. “O que estamos entregando ao BC hoje não é um formulário, é uma empresa que operacionalmente, financeiramente e institucionalmente está pronta para o novo arcabouço”, afirmou Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, em nota.
A OKX opera de forma regulada na União Europeia, sob o MiCA, e tem licenças em Singapura, em 47 estados dos Estados Unidos, nos Emirados Árabes Unidos e na Austrália, entre outras jurisdições. A empresa começou a operar no Brasil em 2023.
Por que importa. A regra do BC obriga toda exchange a manter as contas dos clientes em reais com um parceiro de banking as a service. Com dezenas de corretoras correndo para se licenciar até 30 de outubro, a fintech de BaaS que oferecer conta segregada, Pix e conciliação para cripto ganha clientes que pagam por cada conta e cada transação.
Fonte: Exame. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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