OKX Money chega ao Brasil: Pix vira dólar digital com taxa de 0,49%, e cartão internacional da OKX dá até 10% de cashback
Cartão físico é emitido pela Monavate na rede Mastercard, sem anuidade e sem IOF nas compras, segundo a empresa; corretora aguarda licença de PSAV no Banco Central

Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil. Foto: Divulgação/OKX via Blocknews
O OKX Money, aplicativo de dólar digital da corretora de criptomoedas OKX, chegou ao Brasil nesta quinta-feira (5), junto com o cartão físico internacional OKX Card, segundo a Exame. No app, o cliente deposita reais via Pix, que são convertidos em stablecoin de dólar com taxa de 0,49% e transferidos para uma carteira de autocustódia do próprio usuário.
O cartão é emitido pela Monavate, instituição regulada na Europa, na rede Mastercard, e serve para compras presenciais e online, assinaturas, viagens e saques em caixas eletrônicos. Segundo a OKX, ele não cobra mensalidade, anuidade nem spread cambial, e as compras não têm IOF. O cashback começa em 2% desde a primeira compra e pode chegar a 10% conforme o nível de fidelidade do cliente na corretora ou no app.
A empresa também anunciou uma promoção de recompensas de até 10% ao ano sobre saldos em USDG, stablecoin atrelada ao dólar americano, com critérios de elegibilidade e limites. Quem já tem conta na OKX Brasil não precisa fazer novo cadastro. O app está disponível primeiro no Android; a versão para iOS deve chegar nas próximas semanas, de acordo com a companhia, segundo o BitNotícias.
“Os consumidores brasileiros buscam formas mais simples e vantajosas de poupar, gastar ou manter saldo em dólares digitais e se expor a dólares. O OKX Money entrega tudo isso de maneira intuitiva e fluida”, afirmou Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil. Tina Chen, diretora executiva de Mercados Estratégicos da OKX, disse que os avanços mais significativos em tecnologia financeira são os que tornam o uso do dinheiro mais simples.
“Os consumidores brasileiros buscam formas mais simples e vantajosas de poupar, gastar ou manter saldo em dólares digitais e se expor a dólares”
Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil
O lançamento ocorre enquanto a OKX aguarda o Banco Central analisar seu pedido de licença como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV), necessária para seguir operando no país ao fim do período de autorização. No ranking do site Livecoins citado pela Exame, a OKX é a terceira maior corretora de cripto do Brasil, com R$ 126,9 milhões negociados em 24 horas, atrás da Foxbit (R$ 528 milhões) e da Binance (R$ 512,4 milhões). As novidades serão apresentadas no OKX Day, em São Paulo, às vésperas do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Por que importa. Conta em dólar com cartão internacional virou disputa de receita: a fintech ganha na conversão do real, no intercâmbio de cada compra com o cartão e no saldo que o cliente deixa parado. A OKX mostra que não é preciso ser emissor para entrar: o cartão sai de um emissor parceiro, a Monavate, na rede Mastercard. Para fintech brasileira, há espaço em nichos que a corretora não atende de perto, como freelancer que recebe do exterior, viajante e pequena empresa que paga fornecedor lá fora.
Fonte: Exame. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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