Revolut vai investir S$ 350 milhões em Singapura e mais que dobrar a equipe local, para mais de 300 pessoas
Avaliada em US$ 115 bilhões, a fintech abre em 2027 seu primeiro escritório próprio no país e quer usar a cidade como base para crescer na Ásia

Divulgação/Revolut
A Revolut, fintech britânica cofundada e comandada por Nik Storonsky, vai investir quase S$ 350 milhões (dólares de Singapura) no país ao longo de cinco anos, em desenvolvimento de produto, crescimento do negócio e ampliação da equipe, que deve passar de 300 funcionários. O anúncio foi feito na quinta-feira (8) e repercutido pela imprensa de Singapura neste domingo (11).
A fintech, que chegou a Singapura em 2019 e trabalha hoje num espaço de coworking, vai abrir no início de 2027 seu primeiro escritório próprio na cidade, com 8.880 pés quadrados (cerca de 825 metros quadrados) no nono andar do Collyer Quay Centre e o nome da empresa na fachada. A equipe local, de quase 170 pessoas, deve mais que dobrar em três anos, com vagas em engenharia, produto, dados e inteligência artificial.
“É um momento muito importante para nós. Ter nosso próprio escritório e nossa própria marca mostra às autoridades locais e aos usuários que vamos criar raízes profundas neste mercado”, afirmou Raymond Ng, CEO da Revolut em Singapura e no Sudeste Asiático, segundo a Vulcan Post. Ele disse que a cidade será a base da expansão da empresa pela Ásia.
Os números locais explicam a aposta. Em 2025, a base de clientes empresariais da Revolut em Singapura cresceu cinco vezes. De agosto de 2025 a agosto de 2026, os depósitos e as transferências das empresas triplicaram, e o volume pago com cartão em lojistas cresceu dez vezes. As transações domésticas subiram mais de 30% em 2025 e já são quase metade da atividade dos usuários; os pagamentos entre pessoas cresceram quase 40%.
“Queremos ser o aplicativo do dia a dia deles, não um aplicativo de viagem, porque nosso objetivo final é ser tudo o que envolve dinheiro para os nossos usuários”
Raymond Ng, CEO da Revolut em Singapura e no Sudeste Asiático
A estratégia é deixar de ser o cartão de viagem para virar o aplicativo financeiro do dia a dia, com planos de assinatura que vão do gratuito ao pago. Em agosto, a empresa lançou o plano Ultra, que segundo ela oferece S$ 10 mil por ano em benefícios de parceiros. “Muitas instituições financeiras tradicionais ou fintechs focam num único produto, mas nós estamos construindo um superapp financeiro com serviços de estilo de vida embutidos”, disse Ng.
A expansão vem depois de uma venda secundária de ações concluída em setembro, que segundo fontes avaliou a Revolut em US$ 115 bilhões, o mesmo valor de julho e acima dos US$ 75 bilhões de 2025. O lucro antes de impostos de 2025 foi de £ 1,7 bilhão. Pee Beng Kong, vice-presidente executivo do Economic Development Board (EDB), a agência de desenvolvimento econômico de Singapura, disse que a expansão vai fortalecer o ecossistema de fintechs do país.
Por que importa. A Revolut multiplicou por cinco os clientes empresariais e por dez o volume de cartão em lojistas em Singapura num só ano, porque assinatura e conta para empresa rendem mais que o cartão de viagem. No Brasil, a fintech que juntar conta PJ, maquininha e plano pago com benefícios para pequenas empresas tem receita recorrente que não depende só de juros.
Fonte: Vulcan Post e The Independent Singapore. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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