Openbank, banco digital do Santander, vai à Colômbia e ao Peru e deve chegar ao Brasil depois, diz Ana Botín
Presidente-executiva do grupo diz que a plataforma única serve para baixar o custo por cliente e competir com Nubank e Revolut; Santander promete 100 bilhões de euros em crédito na América Latina em 2027

Ana Botín. Foto: Comissão Europeia (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons
O Openbank, banco digital do Grupo Santander, vai expandir a operação para a Colômbia e o Peru e, “eventualmente”, para o Brasil, segundo a presidente-executiva do grupo, Ana Botín. A declaração foi dada a jornalistas nesta quarta-feira (4), durante o XXII Encontro Santander América Latina, em Madri, segundo o Valor Econômico. Hoje o Openbank está na Espanha, na Alemanha, em Portugal, na Holanda, no México e nos Estados Unidos.
“Na parte digital, o Openbank, iremos para a Colômbia, iremos para o Peru e, eventualmente, o Openbank também estará no Brasil”, disse Botín, acrescentando que isso “ainda não” acontece. Segundo ela, o banco digital se apoia em uma plataforma global desenvolvida uma única vez e implantada em vários países: “a filosofia é construir uma vez, implantar globalmente”. A executiva não deu data para a chegada ao Brasil.
Botín disse que a estratégia de plataforma única do Santander tem o objetivo de reduzir custos e competir com fintechs como Nubank e Revolut. “Ser eficiente no custo unitário é o que permite depois oferecer produtos competitivos”, afirmou.
No mesmo encontro, segundo outra reportagem do Valor, a executiva anunciou que o Santander pretende conceder 100 bilhões de euros em crédito a clientes da América Latina em 2027, sem detalhar quanto vai para cada país. Nos Estados Unidos, o Openbank faz parte da estratégia de expansão do grupo, que concluiu em agosto a compra do banco americano Webster para ampliar o financiamento ao consumo, principalmente de veículos, combinando a oferta de crédito com um banco digital.
“Ser eficiente no custo unitário é o que permite depois oferecer produtos competitivos.”
Ana Botín, presidente-executiva do Grupo Santander, ao Valor Econômico
Por que importa. Quando um dos maiores bancos do mundo diz que precisa de um banco digital de plataforma única para competir com Nubank e Revolut, confirma que o jogo no varejo é custo por cliente. Quem monta fintech com operação enxuta, em cima de BaaS e de nicho bem escolhido, chega a esse custo antes de um bancão terminar de migrar seus sistemas. A janela até o Openbank chegar ao Brasil é a vantagem de quem já está aqui.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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