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CRÉDITO

Revolut empresta só 4% a 6% do que capta e ainda não tem data para entrar no crédito à habitação em Portugal

Ignacio Zunzunegui, responsável pelo crescimento da fintech no Sul da Europa, na América Latina e nos EUA, diz que o crédito imobiliário é mais complexo porque exige adaptação a cada país

Por Redação Mundo das Fintechs · 11/10/2026 · 3 min de leitura
Revolut empresta só 4% a 6% do que capta e ainda não tem data para entrar no crédito à habitação em Portugal

Olgierd/Flickr (CC BY 2.0)

A Revolut ainda não tem data para oferecer crédito à habitação, o financiamento imobiliário, em Portugal, mas quer ter no país todos os produtos da banca tradicional, afirmou Ignacio Zunzunegui, responsável pelo crescimento da fintech para o Sul da Europa, a América Latina e os Estados Unidos, em entrevista à agência Lusa publicada pelo Jornal Económico neste domingo (11).

Segundo o executivo, a Revolut já oferece crédito pessoal e trabalha no cartão de crédito. O financiamento de imóveis é mais complexo porque precisa de adaptação local, disse ele, e o produto já foi apresentado em países como a Lituânia. A proporção entre o que a empresa empresta e o que capta em depósitos (loan-to-deposit) está entre 4% e 6%. “O nosso objetivo não é que suba a 60, 80, 90 ou 100%. Queremos ser um lugar onde o cliente consegue produtos a um preço competitivo”, afirmou.

Em Portugal, a prioridade agora é aumentar os depósitos dos clientes. A base portuguesa cresceu 49% em um ano, para 2,3 milhões de clientes, e a Revolut tem ainda 20 mil empresas no país. Cartões, câmbio e terminais de pagamento são os serviços mais procurados, segundo Zunzunegui.

Quando o executivo assumiu a área, em 2022, a Revolut tinha menos de um milhão de clientes em todos os mercados do Sul da Europa em que operava. Hoje são mais de 15 milhões: sete milhões na Espanha, seis milhões na Itália e perto de dois milhões na Grécia.

“Crédito à habitação é um pouco mais complexo porque precisa de adaptação local”

Ignacio Zunzunegui, responsável pelo crescimento da Revolut para Sul da Europa, América Latina e Estados Unidos

Zunzunegui disse que 49% dos investidores portugueses aplicam em fundos monetários e que o maior crescimento está em ETFs e ações americanas. A penetração da Revolut é maior entre os jovens, mas a idade média dos clientes sobe a cada ano. “Estamos a crescer com 18 a 24 anos? Perfeito, porque o resto virá com eles”, disse. Para ele, “ninguém quer ir ao banco”, mas a empresa testa a abertura de um balcão em Barcelona.

Por que importa. Mesmo com mais de 15 milhões de clientes só no Sul da Europa, a Revolut empresta apenas 4% a 6% do que capta e ainda não entrou no crédito imobiliário em Portugal, que exige adaptação a cada país. No Brasil, a fintech que domina home equity e financiamento de imóvel com as regras locais tem um produto de prazo longo e receita recorrente para oferecer a quem já tem a base de clientes e o dinheiro parado em conta.

Fonte: Jornal Económico (com Lusa). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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