Santander Rewards soma 700 mil adesões em 5 meses e vira modelo para as 12 operações do grupo
Programa de benefícios lançado em abril reduziu em três vezes a saída de clientes e será redesenhado no Brasil para virar proposta única do banco no mundo em 2027

Farol Santander (Edifício Altino Arantes), em São Paulo. Donatas Dabravolskas/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O Santander vai usar o Santander Rewards, programa de relacionamento lançado no Brasil em abril, como referência para uma proposta única de benefícios para a alta renda em todas as suas operações, a partir do próximo ano. A informação foi dada ao NeoFeed por Geraldo Rodrigues Neto, diretor do segmento pessoa física do Santander Brasil, e publicada neste sábado (17).
Cinco meses depois do lançamento, mais de 700 mil clientes aderiram ao programa, de uma base potencial inicial de 3 milhões de correntistas com cartões elegíveis. Na comparação com um grupo de controle de perfil semelhante, os clientes que aderiram tiveram indicador de principalidade 10 pontos percentuais maior e churn, a taxa de saída de clientes, três vezes menor. O banco não abre os números de principalidade.
O Rewards foi lançado ao mesmo tempo em quatro países: Brasil, México, Chile e Espanha. Nas Américas, o programa recompensa o grau de relacionamento do cliente com benefícios; na Espanha, funciona como assinatura, num modelo semelhante ao da fintech britânica Revolut. O grupo espanhol tem operações em 12 países da Europa e das Américas, e o Brasil é a maior delas em número de clientes.
A alta renda, faixa abaixo do private, é um dos segmentos mais rentáveis da indústria bancária. Para Danielle Lopes, analista da Suno Research, a disputa passa por assessoria, prateleira de investimentos, crédito e acesso a produtos internacionais. Ela aponta o Itaú como referência, com o programa Minhas Vantagens desde 2022 e investimentos no exterior pela Avenue, comprada no mesmo ano. Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, diz que ser um banco global ainda não deu ao Santander vantagem em plataforma de investimento internacional.
“A proposta brasileira vai ser aprimorada e exportada”
Geraldo Rodrigues Neto, diretor do segmento pessoa física do Santander Brasil, ao NeoFeed
O movimento acontece num ano de reorganização do grupo, que anunciou em fevereiro a compra do Webster Financial, nos Estados Unidos, por US$ 12,2 bilhões e, em junho, uma oferta pública para comprar os cerca de 10% das ações do Santander Brasil que ainda não detém. No segundo trimestre, o banco no Brasil teve lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3 bilhões, queda de 17,6% em um ano, e ROAE de 12,5%.
Por que importa. benefício bem desenhado segura cliente: no Santander, quem aderiu ao programa sai três vezes menos. Programa de fidelidade, cashback e benefícios de viagem viraram produto que se vende como serviço, e a fintech que entregar essa camada pronta para bancos médios, cooperativas e emissores de cartão tem um mercado que os grandes já provaram que vale.
Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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