Zoop prepara pagamentos para agentes de IA em um mercado que pode movimentar até US$ 5 trilhões até 2030
Felipe Brandão, head comercial da Zoop, diz que a empresa testa o comércio agêntico dentro de casa antes de virar produto e aposta também no tap to pay white label

Felipe Brandão, head comercial da Zoop. Foto: Divulgação/Startups
A Zoop, empresa de infraestrutura financeira white label, está investindo para levar seus pagamentos ao chamado comércio agêntico, em que agentes de inteligência artificial pesquisam, comparam e compram em nome do consumidor. A estratégia foi detalhada por Felipe Brandão, head comercial da Zoop, em entrevista ao podcast MVP, do Startups, publicada nesta quarta-feira (21).
Segundo o executivo, um estudo da McKinsey estima que o volume bruto de mercadorias (GMV) transacionado por meio de agentes de IA pode chegar a algo entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões até 2030. “Quando você fala de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões em quatro anos, é muito dinheiro. A gente tem uma expectativa grande para esse mercado, tanto que temos investido bastante e colocado esforço enquanto empresa”, afirmou.
Brandão disse que a Zoop segue “o modelo do iFood”: testa a solução dentro de casa, confirma se funciona e se escala e só então a transforma em produto. A integração varia conforme o parceiro. “Muitas vezes, vou me conectar com uma empresa que já tem um agente conversacional, talvez no WhatsApp. Nesse caso, posso conectar minhas APIs apenas à etapa final de pagamento”, explicou. Quem ainda não tem um agente pode precisar desenvolver a experiência conversacional no próprio aplicativo.
Para o executivo, o comércio agêntico é uma evolução natural do e-commerce, depois da fase dos buscadores e da fase em que o consumidor passou a usar ferramentas como ChatGPT e Claude para comparar produtos. Ele avalia que sites e marketplaces não vão desaparecer, mas o caminho de descoberta muda, e as marcas continuarão tendo de criar interesse de compra.
“Quando você fala de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões em quatro anos, é muito dinheiro.”
Felipe Brandão, head comercial da Zoop, ao podcast MVP, do Startups
A outra frente citada é o tap to pay, que transforma o celular em terminal para receber pagamentos por aproximação, reduzindo custos de compra, manutenção e logística de maquininhas. A tecnologia pode ser integrada a aplicativos de bancos, fintechs e outras empresas, que oferecem a função com a própria marca usando a infraestrutura da Zoop.
Por que importa. Se agentes de IA vão fechar compras de trilhões de dólares, alguém precisa cobrar uma taxa em cada pagamento que eles disparam. A fintech que plugar checkout para agentes em quem já vende pelo WhatsApp, ou oferecer tap to pay com a própria marca sobre uma infraestrutura pronta, entra nesse fluxo sem construir adquirência do zero.
Fonte: Startups (podcast MVP). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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