Fiserv, dona da Clover, contrata Rudolf Popper, ex-Itaú com 12 anos de banco, para atrair softwares parceiros no varejo brasileiro
Executivo assume como vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios no Brasil, com foco em varejo, parcerias e fornecedores independentes de software (ISVs); a Clover já passou de 5 milhões de aparelhos no mundo

Rudolf Popper, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Fiserv no Brasil. Foto: Divulgação/Fiserv
A Fiserv, empresa americana de tecnologia de pagamentos e dona da plataforma Clover, anunciou nesta quinta-feira (22) a chegada de Rudolf Popper como vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios no Brasil, segundo o Finsiders Brasil. O executivo vai cuidar de soluções para o varejo, de parcerias e do ecossistema de fornecedores independentes de software (ISVs, na sigla em inglês), as empresas que fazem os sistemas de gestão usados pelos lojistas.
Em nota, a Fiserv diz que Popper terá a missão de conectar a capacidade global da companhia às necessidades dos clientes brasileiros, transformando tecnologia, dados e inovação em soluções que simplifiquem a operação e ajudem a crescer estabelecimentos comerciais e parceiros.
Popper soma mais de 20 anos em meios de pagamento, tecnologia, produtos e parcerias estratégicas. Trabalhou cerca de 12 anos no Itaú Unibanco, passou pela Elgin, fabricante de equipamentos para o comércio, e foi vice-presidente da Afrac, a Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços. É formado em Ciência da Computação pelo Centro Universitário Barão de Mauá e tem MBA em Marketing com ênfase em Vendas pela FGV.
A contratação acontece no mês em que a Fiserv acelera a Clover no país. Na semana passada, a empresa abriu em Goiânia a sexta Loja Clover, a primeira do Centro-Oeste, no modelo de franquia, e informou ter enviado mais de 5 milhões de dispositivos Clover no mundo. A plataforma está no Brasil há quase dois anos e tem fábrica própria no país. A operação brasileira da Fiserv é comandada pelo gerente-geral Ricardo Daguani.
“”
Por que importa. Quem domina o software de gestão do lojista decide qual maquininha e qual crédito ele usa. Por isso as adquirentes disputam as empresas de sistema (ISVs) com divisão de receita do MDR e da antecipação. Para quem tem fintech, embutir pagamento no próprio software vertical, de restaurante, farmácia ou oficina, é um dos jeitos mais baratos de ganhar receita recorrente por cliente.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- BALANÇO
Bradesco lucra R$ 7,11 bilhões no 3º tri, mas inadimplência das PMEs sobe para 4,9% e provisões chegam a R$ 10,6 bilhões
Lucro cresce só 0,8% sobre o trimestre anterior; atrasos acima de 90 dias vão a 4,6% da carteira e o CEO Marcelo Noronha fala em crédito mais restrito

- VAREJO AUTÔNOMO
Sicredi Pioneira leva a associados o checkout sem caixa da Beepay, startup de Renata Costa em que cooperativas puseram R$ 1 milhão
Solução de autoatendimento entrou no portfólio para MEIs e pequenas empresas; a retailtech de Florianópolis movimenta mais de R$ 65 milhões em 900 lojas e captou R$ 2 milhões em maio

- ADQUIRÊNCIA
Banestes põe 5 mil maquininhas com marca própria na rua, com a Getnet, e mira alta de 35% na adquirência
Banco do Espírito Santo troca parte dos terminais por equipamentos azuis com a sua identidade; parceria com a credenciadora do Santander existe desde 2024

- BAAS
Fintechs oferecem licença do BC a preço quase nulo e migram para o BaaS, com capital mínimo de IP indo a até R$ 32,8 milhões
Regra nova do Banco Central deixa 63% das instituições de pagamento abaixo do piso de 2028; Swap e ABBaaS veem menos licenças e mais marcas operando por meio de parceiros

