Omni, seguro de medicamentos para empresas, capta rodada liderada pela ACNext e quer dobrar vidas e chegar a R$ 50 milhões de receita em 2027
Startup de Fernando Domingues, cofundador da Conexa Saúde, já levantou R$ 30 milhões em três rodadas; GreenRock e Enseada, family office dos Larragoiti, voltaram a investir

Fernando Domingues, fundador e CEO da Omni. Foto: Divulgação/Omni
A Omni, seguro de medicamentos usado por empresas como Azul, Light, MetLife e Spoleto, fechou uma nova rodada de investimento liderada pela ACNext, gestora de venture capital fundada por ex-executivos da Accenture, segundo o Brazil Journal nesta terça-feira (3). O dinheiro vai financiar o plano de dobrar a base de vidas atendidas até o fim de 2027 e chegar a R$ 50 milhões de receita.
O valor da rodada não foi divulgado. Participaram também dois fundos que já eram sócios: a GreenRock, das famílias fundadoras do laboratório Salomão Zoppi, e a Enseada, family office dos Larragoiti, da SulAmérica. Segundo o fundador e CEO, Fernando Domingues, a Omni somou R$ 30 milhões nas três rodadas que fez desde que foi criada, em 2024.
O modelo funciona por aplicativo. Empregadores e operadoras de saúde pagam um valor mensal por vida e definem quanto cada pessoa pode gastar com remédios. O funcionário envia a receita e, se o medicamento estiver coberto, paga a compra na farmácia via Pix da Omni. Depois manda o cupom fiscal, que é conferido por ferramentas de inteligência artificial para checar se a compra bate com a prescrição.
A Omni diz que não ganha com a venda dos remédios nem com comissão das farmácias: a receita vem da administração do risco, controlando a sinistralidade e evitando fraudes. Em outubro, a receita recorrente anualizada (ARR) foi de R$ 26 milhões, e a meta é fechar dezembro com R$ 30 milhões. Para o fim de 2027, a projeção é de R$ 50 milhões de receita e o primeiro breakeven.
“Nos EUA, o mercado de seguro de medicamentos, que eles chamam de PBMs, é um mercado de trilhões de dólares. Mas no Brasil ainda é muito pequeno.”
Fernando Domingues, fundador e CEO da Omni, ao Brazil Journal
Domingues foi um dos fundadores da Conexa Saúde, de telemedicina, que captou cerca de R$ 300 milhões com investidores como Goldman Sachs, General Atlantic e Vivo Ventures. Ele estava no conselho da Conexa desde 2022 e vendeu sua participação a um fundo no ano passado para se dedicar só à Omni.
“Os dois negócios surgiram da mesma forma: vendo um gap no mercado brasileiro quando comparado com o mercado americano de saúde”, disse Domingues ao Brazil Journal. No Brasil, a Omni concorre com Funcional, VidaLink e Epharma, empresas mais antigas do setor.
Por que importa. A Omni cobra uma mensalidade por vida e ganha administrando o risco, com pagamento por Pix e checagem do cupom por IA, um modelo de receita recorrente que já roda a R$ 26 milhões por ano. Benefício corporativo com pagamento embutido é um nicho em que a fintech de cartão e de benefícios pode entrar: quem controla o pagamento na ponta controla a fraude e a margem.
Fonte: Brazil Journal. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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