Revi capta R$ 8,3 milhões em rodada liderada pela ABSeed e projeta triplicar o faturamento, para R$ 18 milhões, com agentes de IA para o varejo
Startup fundada por Nicholas Love, Juliana Haddad e Marcelo Miyachi atende cerca de 500 clientes, como Aura Beauty, Baw Clothing e Grupo Rosset, e quer entrar nas grandes redes de lojas físicas

Fundadores da Revi: Marcelo Miyachi, Juliana Haddad e Nicholas Love. Foto: Divulgação/Revi
A Revi, startup brasileira que usa agentes de inteligência artificial para integrar os dados de clientes do varejo e sugerir campanhas de venda, captou R$ 8,3 milhões em uma rodada liderada pela ABSeed, gestora especializada em SaaS. A GR8 Ventures entrou como nova investidora, e os quatro fundos que já estavam no captable, Veredas Partners, Stamina VC, Verve Capital e Crivo, fizeram follow-on e aumentaram a participação. A rodada foi noticiada pelo Brazil Journal na quinta-feira (29). O valuation não foi divulgado.
Segundo os fundadores, a Revi faturou R$ 6 milhões em 2025 e deve triplicar a receita neste ano, para R$ 18 milhões. A meta é chegar a R$ 40 milhões até o fim de 2028. A empresa diz atender cerca de 500 clientes, entre eles a Aura Beauty, marca de cosméticos da influenciadora Jade Picon, a Baw Clothing e o Grupo Rosset, dono da Cia. Marítima, e fechou contrato recente com o Grupo Aste, que opera a Kipling no Brasil.
Fundada há três anos por Nicholas Love (CEO), Juliana Haddad (COO) e Marcelo Miyachi (CTO), a Revi nasceu de outra ideia: replicar no Brasil o modelo da americana Podium, de avaliações de clientes. Nos testes com cerca de seis marcas, principalmente de moda, os fundadores viram que o problema real era organizar dados espalhados entre PDV, ERP e diferentes softwares de venda, e mudaram o produto.
Os agentes da Revi juntam essas bases, analisam o comportamento dos consumidores e propõem ajustes nas campanhas em andamento, além de novas ações de recompra e fidelização. No digital, por exemplo, comparam o fluxo de abandono de compra com o de lojas do mesmo segmento e sugerem mudar o momento do follow-up. Segundo Love, o retorno médio sobre o capital investido dos clientes desde a fundação é de 34 vezes, contra 3 a 5 vezes que ele atribui aos anúncios em Meta e Google. A metodologia do cálculo não foi divulgada.
“Pivotamos para essa ideia e começamos a analisar também onde tinha dinheiro parado nesses dados dos consumidores e como usar esses dados para ações de recompra, fidelização e campanhas de marketing.”
Nicholas Love, cofundador e CEO da Revi, ao Brazil Journal
Com os recursos, a startup quer entrar em clientes enterprise do varejo físico, já que hoje está concentrada no digital, e investir no produto. “O objetivo final é chegar num software que seja 100% operado por agentes”, disse Love ao Brazil Journal. Em novembro de 2024, a Revi havia captado R$ 2,5 milhões em rodada pré-seed liderada pela Veredas Partners, segundo o Startups.
Por que importa. Quem junta os dados de compra do varejista enxerga o que cada cliente compra, quando volta e quanto gasta, que é exatamente a informação que falta para dar crédito. Para uma fintech, plugar parcelamento, crediário ou cashback em cima dessa base de recompra é um caminho de receita recorrente com risco medido, sem precisar caçar cliente um a um.
Fonte: Brazil Journal. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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