MW Pay, instituição de pagamento de Joinville com acesso direto ao Pix, é liquidada pelo Banco Central
BC aponta graves violações às normas do sistema de pagamentos; bens de controladores e ex-administradores ficam indisponíveis. É a liquidação de número próximo de 20 no ano

Edifício-sede do Banco Central, em Brasília. Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (29) a liquidação extrajudicial da MW, instituição de pagamento sediada em Joinville (SC) que opera com o nome MW Pay. Segundo o regulador, a decisão veio depois de detectadas graves violações às normas que regem os integrantes do sistema de pagamentos brasileiro. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo.
Com a liquidação, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis. O BC afirma que a MW tem baixa representatividade no sistema financeiro nacional, com menos de 0,0002% do ativo total.
No próprio site, a MW Pay se apresenta como participante direta do Pix, com conectividade ao sistema, e oferece infraestrutura de pagamentos para fintechs, marketplaces, plataformas de tecnologia e empresas de alto volume. Procurada pela Folha, a empresa não se manifestou até a publicação.
O BC nomeou a Sucesso Consultoria Empresarial como liquidante, com poderes de administração e representação da instituição, tendo Viviane Paninson como responsável técnica. Em nota, o regulador disse que as apurações podem levar a medidas sancionadoras administrativas e a comunicações às autoridades competentes.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais.”
Banco Central, em nota, segundo a Folha de S.Paulo
Desde o início do ano, o Banco Central já anunciou a liquidação extrajudicial de quase 20 instituições, parte delas ligada ao caso do Banco Master. A lista inclui também corretoras de câmbio e outros tipos de empresa.
Por que importa. Quem vende infraestrutura de Pix para outras fintechs carrega o risco dos clientes que atende. Para quem monta uma fintech, a escolha do parceiro de pagamentos virou decisão de sobrevivência, e há espaço para provedores que provem conformidade, rastreabilidade e capital em dia.
Fonte: Folha de S.Paulo. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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