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Fin: Pix e bancarização encurtam distância entre regiões, e crédito por pessoa cresce 7% nos estados mais pobres

Estudo da Confederação Nacional das Instituições Financeiras mostra que o Pix avançou mais onde o crédito pesava menos; Norte teve alta de 20,8% em bancarizados

Por Redação Mundo das Fintechs · 29/10/2026 · 3 min de leitura
Fin: Pix e bancarização encurtam distância entre regiões, e crédito por pessoa cresce 7% nos…

Vinícius Botelho, gerente de assuntos econômicos da Fin. Foto: Reprodução/Conjuntura Econômica (FGV IBRE)

O acesso a serviços financeiros está ficando menos desigual entre as regiões do Brasil, e o Pix pode ter ajudado nesse movimento. É o que aponta estudo da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) divulgado pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (29). Entre 2020 e 2025, o uso do Pix cresceu mais nos estados onde o crédito tinha menor peso na economia no início do período.

O autor do estudo, Vinícius Botelho, gerente de assuntos econômicos da Fin, afirma que o Pix cria um efeito de rede: quanto mais gente usa, maior o incentivo para que outras pessoas entrem no sistema bancário. Ele pondera que as causas da redução das desigualdades regionais ainda não estão totalmente esclarecidas. Só em setembro, o Pix movimentou R$ 3,8 trilhões.

Até 2024, pelo menos 94% dos adultos brasileiros tinham relacionamento ativo com o sistema financeiro. O Norte teve o maior avanço de pessoas bancarizadas entre 2020 e 2024, com alta de 20,8%, seguido pelo Nordeste, com 13,3%. A atividade financeira cresceu acima da economia local em 21 dos 27 estados entre 2022 e 2023: no Norte, o setor avançou 12,2%, contra 2,9% do PIB regional; no Centro-Oeste, 11,9%, contra 8,1%.

O crédito por habitante também cresceu mais onde era menor. Entre 2024 e 2025, o volume real avançou em média 7% nos estados com menos de R$ 20 mil por pessoa em 2024, contra 4% nos demais. Na média das 27 unidades da federação, a alta foi de 5,6%, com as pessoas físicas respondendo por cerca de três quartos da expansão (4,3 pontos percentuais) e as empresas por 1,3 ponto. O financiamento imobiliário foi o principal motor em 18 estados.

“O Pix pode ter acelerado a inclusão financeira ao tornar mais vantajoso entrar no sistema bancário.”

Vinícius Botelho, gerente de assuntos econômicos da Fin, segundo a Folha de S.Paulo

O crédito para pessoas físicas subiu em todos os estados, enquanto o destinado a empresas variou de queda de 8% a alta de 19%. As emissões de debêntures e notas comerciais cresceram em todas as macrorregiões entre 2023 e 2025, com avanço real anualizado de pelo menos 50% no Norte e no Sul.

Por que importa. O cliente novo do sistema financeiro está no Norte e no Nordeste, onde o Pix já fez o trabalho de trazê-lo para dentro e o crédito por pessoa ainda é baixo. Para uma fintech, isso é mercado aberto: quem oferecer crédito, conta PJ ou maquininha pensados para esse público, que já paga por Pix mas ainda não tem banco que o atenda bem, pega uma demanda que os grandes bancos deixaram para depois.

Fonte: Folha de S.Paulo. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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