Itaú comunica ao BC que atua como corretora de cripto, com 14 ativos e custódia própria, às vésperas do prazo de sexta (30)
Maior banco privado do país se enquadra como prestador de serviços de ativos virtuais (PSAV) com intermediação e custódia; o prazo para as empresas de cripto pedirem autorização ao Banco Central termina nesta sexta-feira (30)

Foto: Divulgação/Itaú (Guto Antunes, superintendente de Ativos Digitais)
O Itaú Unibanco comunicou ao Banco Central, nesta terça-feira (27), que atua como prestador de serviços de ativos virtuais (PSAV), dentro do novo marco regulatório do setor. A comunicação cobre a intermediação e a custódia de criptoativos, atividades que equivalem à modalidade de corretora prevista nas regras do BC. A informação foi divulgada pelo banco e publicada nesta quarta-feira (28) pelo Let's Money.
O banco vende cripto aos clientes desde dezembro de 2023 e diz ter sido o primeiro entre os grandes bancos do país a fazer isso. Hoje oferece mais de 14 ativos virtuais, entre eles Bitcoin, Ethereum e USDC, a stablecoin lastreada em dólar, guardados com as mesmas camadas de segurança que o banco já usa.
“Desde o início, priorizamos uma atuação baseada na segurança do cliente e acreditamos que esse avanço cria bases cada vez mais sólidas para o desenvolvimento dos ativos digitais no Brasil e no mundo. Um ambiente com regras claras e elevados padrões de segurança e governança beneficia toda a indústria e, principalmente, os consumidores”, afirmou Guto Antunes, superintendente de Ativos Digitais do Itaú Unibanco.
A regulamentação publicada pelo BC no ano passado dá prazo até esta sexta-feira (30) para que toda empresa que opera com criptoativos no país peça autorização. Quem não pedir, ou não for autorizado, perde o direito de operar. Segundo levantamento da Cainvest publicado nesta quarta, 21 instituições tinham pedidos em aberto no BC, e o regulador deve receber cerca de 50 novos pedidos até o fim do prazo.
“Um ambiente com regras claras e elevados padrões de segurança e governança beneficia toda a indústria e, principalmente, os consumidores.”
Guto Antunes, superintendente de Ativos Digitais do Itaú Unibanco
Por que importa. Quando o maior banco privado do país passa a disputar cripto como corretora regulada, o mercado deixa de ser terreno de aventureiro e vira negócio de licença, custódia e compliance. Isso abre espaço para a fintech que vende essa infraestrutura pronta (custódia, liquidez, tokenização e cripto como serviço) a bancos médios, cooperativas e apps que querem oferecer bitcoin e stablecoin sem montar tudo do zero.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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