Inter protocola no BC pedido da Inter Digital Assets a 2 dias do prazo; Ripple também pede e lista chega a 24 empresas
Banco digital formaliza sua operação de ativos digitais no novo marco do setor; quem não protocolar até sexta (30) perde o direito de seguir operando durante a análise

Bruno Grossi, executivo de ativos digitais do Inter. Foto: Divulgação/FFNews
O Inter protocolou no Banco Central o pedido de autorização da Inter Digital Assets, a empresa do grupo que reúne a operação de ativos digitais. O anúncio foi feito por Bruno Grossi, executivo que lidera ativos digitais e tecnologias emergentes no Inter, numa publicação no LinkedIn, e noticiado pelo BitNotícias nesta quarta-feira (28). O banco não divulgou a modalidade pedida, o capital destinado à operação nem a data de lançamento de novos serviços.
Grossi contou que o protocolo foi resultado de um trabalho de várias áreas do banco, com análises de risco, ajustes de processos e discussões técnicas, e citou nominalmente Henrique Trivelato, Leticia Camargos Ferraz, Gabriel Picchioni e Murillo Bargas. Na publicação, ele ligou a operação a criptoativos, stablecoins, tokenização e pagamentos internacionais, sem dizer quais produtos fazem parte do pedido.
Como o Itaú, que comunicou ao BC na terça-feira (27) que atua como corretora de cripto, o Inter já é instituição autorizada e segue um rito diferente do pedido de uma SPSAV, a sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais criada pelas Resoluções BCB 519, 520 e 521.
Também nesta quarta-feira, a Ripple, empresa americana de pagamentos internacionais e emissora da stablecoin RLUSD, anunciou que protocolou no BC a documentação para ser autorizada como prestadora de serviços de ativos virtuais no Brasil. A intenção tinha sido anunciada em março.
“O protocolo é um marco, mas também o início de uma nova etapa.”
Bruno Grossi, executivo de ativos digitais do Inter, no LinkedIn
Com Inter e Ripple, o levantamento da Cainvest acompanhado pelo BitNotícias passa a reunir 24 empresas com pedidos, registros ou comunicações ao BC no novo marco, entre elas Binance, Mercado Bitcoin, OKX, Bybit, Ripio, Transfero, Liqi, Lumx, Avenia e Crown. A lista não é oficial e inclui um pedido já indeferido, o da Higherway Tech.
O prazo da primeira fase, fixado pela Instrução Normativa BCB 704, termina nesta sexta-feira (30). As empresas do regime de transição que protocolarem a tempo podem seguir operando durante a análise. A partir de 6 de novembro, bancos e instituições de pagamento ficam proibidos de operar com prestadoras de ativos virtuais que não cumpram as condições da regra, com as exceções previstas pelo BC.
“O processo de autorização representa um marco importante para a maturidade do setor no país”, disse Isabel Sica Longhi, diretora de Políticas Públicas e Regulatório para a América Latina da Ripple.
Por que importa. Quando bancos como Inter e Itaú entram na fila da licença, cripto deixa de ser nicho e vira produto de prateleira, e eles precisam de fornecedor. A partir de 6 de novembro, banco e instituição de pagamento só podem operar com prestadora regular. A fintech que já tiver a licença, ou que vender custódia, compliance e tokenização como serviço para quem chegou atrasado, tem um mercado de bancos, corretoras e varejistas pronto para comprar.
Fonte: BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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