FinMaq capta US$ 6,5 milhões em Série A liderada pela Accion para financiar máquinas de pequenas empresas na Colômbia
Fintech colombiana já desembolsou mais de US$ 100 milhões desde 2019 e quer passar de US$ 200 milhões e somar 5 mil clientes novos em 18 meses

Diego Acero e Diego Sanz de Santamaría, cofundadores da FinMaq. Foto: Divulgação/FinMaq
A FinMaq, fintech colombiana que financia máquinas e equipamentos para micro, pequenas e médias empresas e trabalhadores autônomos, fechou uma rodada Série A de US$ 6,5 milhões liderada pela Accion, organização global sem fins lucrativos de inclusão financeira. A gestora espanhola Mundi Ventures entrou como nova investidora, e a ALIVE Ventures e a 30N Ventures, que já estavam no capital, voltaram a investir. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28).
A empresa financia o equipamento no ponto de venda, em parceria com distribuidores, com modelos próprios de análise de risco e processo 100% digital. Oferece crédito, arrendamento com opção de compra e soluções de pós-venda para produtores de alimentos, fabricantes, operadores de máquinas de construção, clínicas, veterinários rurais, transportadores e pequenos agricultores.
Desde 2019, a FinMaq atendeu mais de 1.600 clientes, cerca de mil deles ativos, e desembolsou mais de US$ 100 milhões, segundo o jornal Portafolio. A carteira ativa está perto de 200 bilhões de pesos colombianos. No começo de 2025, quando levantou US$ 29 milhões entre capital e dívida numa pré-Série A liderada pela ALIVE Ventures, tinha pouco mais de 550 clientes e US$ 30 milhões desembolsados.
Com o novo dinheiro, a meta é dobrar a operação em 18 meses: passar de US$ 200 milhões em desembolsos acumulados e somar mais de 5 mil clientes novos. A carteira se divide em partes iguais entre zonas rurais e urbanas, e 40% dos clientes são mulheres empresárias. O CEO disse ao Portafolio que o maior desafio dos últimos meses foram as tentativas de fraude.
“Não somos a companhia de financiamento que empresta 500 mil ou 1 milhão de pesos a quem não tem renda, mas a que acredita no empresário que quer trabalhar e precisa de uma máquina de 200 ou 300 milhões de pesos e ninguém mais acredita nele.”
Diego Sanz de Santamaría, cofundador e CEO da FinMaq, ao jornal Portafolio
A fintech foi fundada em 2014 por Diego Sanz de Santamaría, hoje CEO, e Diego Acero, ambos vindos de banco de investimento, e foi reestruturada em 2019. Na Colômbia, as micro, pequenas e médias empresas são mais de 99% das companhias e 79% do emprego, e cerca de 40% delas não têm acesso a crédito para comprar as máquinas de que precisam, segundo a empresa. Numa pesquisa da 60 Decibels, 72% dos clientes disseram ter conseguido financiar um ativo produtivo pela primeira vez com a FinMaq.
“Um ativo produtivo, como um forno industrial, uma máquina de construção ou um caminhão de entrega, pode transformar a capacidade de gerar renda de um pequeno negócio, mas para muitas pessoas na Colômbia a falta de crédito acessível o deixa fora de alcance”, disse John Fischer, diretor de investimentos da Accion.
Por que importa. Financiar a máquina no balcão do distribuidor é crédito com garantia que gera renda: o próprio equipamento paga a parcela e pode ser retomado. A FinMaq mostra que dá para crescer emprestando a quem o banco recusa, desde que o modelo de risco olhe o fluxo de caixa do ativo. No Brasil, onde a indústria de máquinas e o agro têm milhares de revendas sem financiamento próprio, a fintech que plugar crédito no ponto de venda de um nicho ganha cliente pronto e baixo custo de aquisição.
Fonte: Startups Latam. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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